Cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul estão sendo investigados pelo Conselho Nacional de Justiça por suspeita de enriquecimento ilícito.
Aberta em sigilo investiga a o enriquecimento dos magistrados Claudionor Abss Duarte, Paulo Alfeu Puccinelli, João Carlos Brandes Garcia, Joenildo de Souza Chaves e Marilza Lúcia Fortes.
O processo foi aberto no ano passado e investiga também os parentes dos mencionados acima.
Foi determinado pela corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Ministra Eliana Calmon, uma ação fiscal para apurar os possíveis gastos e investimentos incompatíveis com o declarado.
Para a investigação foram solicitados documentos à Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Detran, cartórios de imóveis, Banco Central e Polícia Federal.
Em 2001, Claudionor Duarte declarou R$ 1,7 milhão de patrimônio, R$ 3,6 milhões em 2006 e quase quadriplicou em 2007, chegando a R$ 15 milhões.
Ele tem contato de negócios com Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com quem divide receitas e despesas. Apesar disso, seu parceiro não está incluso nas investigações.
A suspeita sobre Paulo Alceu Pucinelli é de que ele tenha registrado seus bens no nome de seu filho, já que declarou R$ 1,4 milhão, em 2008 e de R$ 692,6 mil em 2009, as chamadas transferências "artificiais". Ele já foi um dos três sócios da Agropecuária Caraguatá.
Sobre João Brandes Garcia, a suspeita do CNJ é que tenha acontecido um subfaturamento na aquisição de um terreno em 2009. Com obras de arte de R$ 301,9 mil, mais R$ 341,2 mil em dinheiro em espécie.
Uma fazenda adquirida por R$ 360 mil e paga em dinheiro vivo por Joenildo de Souza Chaves, em 2004, está sobre investigação.
A última da lista, Marilza Lúcia declarou R$ 2 milhões em bens, em 2009, desses R$ 350 mil em espécie.
A equipe do MS Repórter procurou a assessoria do CNJ para esclarecer detalhes sobre as denúncias, mas não obtivemos sucesso.
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