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Governador irá revitalizar ferrovia em Três Lagoas após retirada de trilhos

29 maio 2012 - 12h28 Por Markito

O governador André Puccinelli (PMDB) prometeu, durante sua visita a Três Lagoas para inauguração do asfalto da MS-112, participação no projeto e alocação de recursos para obras de revitalização de toda área de domínio da ferrovia após a retirada dos trilhos.

O governador disse que os recursos foram solicitados pela prefeita Márcia Moura (PMDB) e a vice-governadora Simone Tebet (PMDB). Puccinelli disse que o projeto em Três Lagoas pode ser semelhante ao implantado pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB) em Campo Grande. Hoje a área ocupada pela ferrovia é suja, cheia de mato e gera reclamações por ser um fator de desvalorização dos imóveis às suas margens. “A ferrovia, que foi símbolo de progresso, hoje é sinônimo de decadência e de degradação urbana”, reclama morador da região onde estão instaladas as cerâmicas do bairro Santa Rita.

A área dos trilhos em Três Lagoas poderá receber obras de paisagismo, praças de alimentação, equipamentos de lazer e descanso, área para atrações culturais, bibliotecas e iluminação especial. A ideia é construir um calçadão com todas essas benfeitorias, inclusive piso tátil e lojas de artigos regionais, playgrounds e pórticos.

Na última sexta-feira, 25, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) formalizou por meio de publicação no Diário Oficial do Estado, a paralisação "por conveniência do interesse público" do contrato com o consórcio CMT/Egesa, responsável pela construção do Contorno Ferroviário de Três Lagoas. O termo de paralisação, no entanto, foi assinado em 26 de março.

A paralisação ocorreu em razão da inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União), em maio e junho do ano passado, que apurou pagamentos por serviços não realizados encontrou autorização de pagamentos por serviços não realizados. De acordo com o TCU, foram detectadas “quantidades inexistentes de transportes de materiais no valor de R$ 218.439,05 e quantidade inexistente asfalto usinado e concreto, a custos de R$ 22.495,0 e R$ 75.161,35, além de quantidade excessiva de solda aluminotérmica em planilha orçamentária no valor de R$ 560.387,16.

Mariana Anjos / Com Informações Perfil News

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