O contrato de doação de uma área de aproximadamente 8.000 m² no centro da cidade, celebrado nessa sexta-feira (1º), entre a Prefeitura Municipal de Ponta Porã e o Serviço Social do Comércio em Mato Grosso do Sul, no valor de R$ 380 mil, é um grande passo para a evolução de um quadro que preocupa o empresariado local: a qualificação de mão de obra.
Entretanto, o prazo de quatro anos para que a unidade venha a funcionar efetivamente pareceu muito dilatado para a maior parte dos comerciantes e empresários consultados a respeito. Por outro lado, quase todos concordaram que “é melhor tarde do que nunca”. A unidade contará com salas de aula, biblioteca, odontologia, áreas de lazer e cultura para os alunos.
A solenidade de assinatura do contrato, no anfiteatro da Prefeitura de Ponta Porã, reuniu autoridades e personalidades da fronteira e da Capital do Estado. Além do prefeito Flávio Kayatt, estiveram presentes a diretora regional do Sesc, Regina Ferro, o diretor do Senac, Vitor Mello, o presidente do Sistema Fecomércio MS, Edison Ferreira de Araújo, o presidente do sindicato do Comércio Varejista de Ponta Porã, Homero Carpes, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã, Eduardo Gaúna, vereadores da Câmara Municipal, entre os quais a vereadora Dulce Manosso, que representou o presidente da Casa, além de personalidades, políticos e representantes de classe.
Após a assinatura do termo de repasse do imóvel, o presidente Edison Araújo, disse que a estrutura deve contribuir com a qualidade de vida da população do município. “Esta é prova que o Sistema Fecomércio está preocupado com o desenvolvimento do nosso Estado”.
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã, Eduardo Gaúna é de grande importância a instalação de uma unidade do Sesc (Serviço Social do Comércio) em Ponta Porã. “Justamente o que a cidade precisa é de qualificação da mão de obra e os cursos que serão ministrados pelo Sesc, nos próximos anos, irão preencher os vazios que existem no momento no que diz respeito á ocupação de vagas no mercado de trabalho”, disse.
Lembrou Eduardo Gaúna, que assim como em todo o País, a demanda na área de educação em Ponta Porã é grande e o Sesc poderá atender crianças, jovens e adultos e também promover ações culturais. Ponta Porã, por ser uma área de fronteira, é muito rica culturalmente. Entretanto, há dificuldades não só em termos de espaço físico, mas de ações de promoção da cultura, acredita o presidente da ACEPP.
Mariana Anjos / Com Informações Mercosul News
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