Nesta segunda (4) o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso do Sul (Silems), Milene Nantes, o governador André Puccinelli e a secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, além de representantes de outras instituições da cadeia produtiva do leite no Estado e mais 17 prefeituras, assinam o termo de cooperação institucional para a realização do Projeto de Desenvolvimento da Bacia Leiteira na Região Central de MS, o Leite Forte no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.
O Leite Forte é um conjunto de ações voltadas ao produtor de leite, baseadas em gestão e assistência técnica efetiva e contínua, visando o incremento da produtividade e da qualidade do leite. Nessa primeira etapa 1.500 produtores na região central do Estado serão atendidos em 17 municípios, aumentando a produção e a qualidade em até 240 mil/litros/dia, ao longo de 3 anos. “A proposta visa oferecer assistência técnica e de gestão aos produtores de leite da região central. Na execução, as indústrias interessadas vão disponibilizar técnicos responsáveis pela capacitação e auxílio dos produtores rurais”, declarou Milene Nantes.
O projeto quer revitalizar a pecuária leiteira sul-mato-grossense de forma sustentável, profissionalizada e melhorando a renda dos produtores na região central do Estado. “O Leite Forte, com certeza, vai trazer muitos benefícios para as indústrias do Estado. Hoje, nós trabalhamos com uma ociosidade que chega a 30% no período das águas e 50% na seca. Esse projeto deve ajudar a mudar esse cenário. Até hoje nada nesse sentido havia sido feito”, apontou a presidente do Silems.
Para execução do Leite Forte serão capacitados 50 técnicos que prestarão assistência técnica e gerencial aos produtores beneficiados, que também participarão de capacitação com 40 horas/aula de curso. Já após o lançamento do Projeto o produtor poderá procurar uma das instituições parceiras para fazer um pré-cadastro, e posteriormente passar por um processo de seleção. O coordenador de agronegócio da Seprotur, Fernando Nascimento, explica que a partir desse cadastro, técnicos irão até a propriedade para avaliar se o produtor atende às exigências do projeto e está apto a se inserir nele a partir de vários critérios, como ter mão de obra disponível, ter apoio da família no acolhimento das mudanças e para fazer anotações e controle e aceitar a introdução de tecnologias em sua propriedade. “Vencida essa etapa, o produtor passará a receber assistência técnica mensal”, pontuou.
Os municípios envolvidos na primeira etapa do Leite Forte são Anastácio, Aquidauana, Bandeirantes, Camapuã, Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Nioaque, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Negro, Rochedo, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Terenos. Já os parceiros do Governo do Estado, por meio da Seprotur, são as seguintes instituições: Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, Agraer, Iagro, AEM, Junta Comercial, Cedrs, Ceasa, Secretaria Estadual de Educação, Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Instituto de Maio Ambiente de Mato Grosso do Sul, Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, Assomasul, Famasul/Funar/Senar, Sebrae-MS, Fiems/Senai, Fetagri, FAF, CUT, MST, Ministério da Agricultura/Embrapa/OCB-MS, Ministério do Desenvolvimento Agrário/Incra, Ministério da Integração Nacional/Sudeco, Ministério do Desenvolvimento Social, UEMS, BNDES, Banco do Brasil, Fundação BB , Sicredi e Uniderp.
Fernanda Mara/ com informações assessoria
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