A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) colocou em funcionamento, apenas para teste, o embrião da futura central de monitoramento do trânsito que será implantada em Campo Grande. Da central improvisada numa sala da Agetran, os agentes de trânsito plantonistas têm oportunidade de acompanhar em tempo real a movimentação do trânsito nos dois locais onde câmeras foram instaladas: na avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Brasília e nos altos da avenida Afonso Pena, em frente ao Parque das Nações Indígenas.
Segundo o diretor da Agetran, Rudel Trindade Júnior, as imagens são transmitidas em tempo real para a central via rádio enlace digital, com imagens nítidas que são gravadas de forma ininterrupta por 30 dias. As câmeras têm alcance, se não houver obstrução, de dois quilômetros, girando 360 graus.
“O objetivo é usar esta ferramenta para identificar problemas localizados de congestionamento ou obstrução do trânsito, eventualmente deslocando agentes para orientar o fluxo. Tomar providências como aumentar ou reduzir o tempo dos semáforos para melhorar a fluidez”. Os casos mais graves, com os de arruaças, depredação do patrimônio público, rachas ou mesmo comportamentos que caracterizem a prática de algum tipo de crime, serão encaminhados para as autoridades policiais tomarem as providências necessárias.
Investimento
A Central de Monitoramento do Trânsito integra o projeto de modernização de toda a sinalização semafórica da cidade. Vão ser substituídos semáforos de 140 cruzamentos que serão interligados por uma rede de fibra óptica, que será instalada a partir do antigo prédio da Agetran na avenida Fernando Corrêa da Costa, que está sendo reformado para abrigar a futura central de monitoramento. A rede cobrirá também toda a extensão das avenidas Ceará, Eduardo Elias Zahran, Afonso Pena e Duque de Caxias, até as proximidades do aeroporto.
O projeto de monitoramento do trânsito exigirá um investimento de R$ 12 milhões, recursos do Pró-Transporte, programa do Ministério das Cidades. Somente a instalação de 140 conjuntos de semáforos vai custar R$ 7 milhões; a rede de fibra óptica, R$ 1,3 milhão e R$ 1 milhão para a reforma e adaptação do prédio que vai abrigar a central de monitoramento.
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