O MPF – Ministério Público do Trabalho, durante visita ao lixão nessa quinta-feira (31), constatou que um catador tinha sido soterrado no local no dia anterior, quarta-feira (30). Segundo o procurador do trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes, o objetivo da visita foi verificar se as providências mais urgentes, acertadas na reunião do dia 24 de janeiro, já haviam sido efetivadas, o que não foi constatado.
O procurador percorreu a área definida como de transição, o antigo espaço do lixão, o aterro sanitário e a UTR. Durante a vistoria, o MPT verificou que, na quarta-feira, ocorreu um acidente com um trabalhador, que teria sido soterrado perto da área do chorume, fato que foi confirmado.
Conforme informações obtidas no local, o catador disse que caiu no chorume às 9h, mas foi encontrado soterrado até a altura do nariz por volta das 15 horas, "graças a um capricho do destino", pois a máquina que trabalhava perto do local apresentou uma falha e desligou, o que permitiu ao operador ouvir os gritos de socorro. O trabalhador foi resgatado pelos bombeiros e encaminhado ao posto de saúde da Coophavila II.
Segundo o procurador, "este acidente, que por muito pouco não se converteu em tragédia, denota a urgente necessidade de se rever a extensão do acesso ao 'lixão', bem como deixa claro que não se pode mais aguardar para que medidas mínimas de segurança sejam implementadas".
Na visita ao lixão, o MPT verificou que as medidas emergenciais não foram implementadas conforme ajustado. Em razão da urgência, a prefeitura havia se comprometido a dar imediato andamento à aquisição dos equipamentos de proteção individual (EPIs), providenciar o acesso à água potável, permitir o acesso dos catadores ao lixo nos espaços determinados e a remover o lixo remanescente do trabalho do dia anterior, entre outras implementações.
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