Após mães e pais se reunirem e irem a Secretaria Municipal de Saúde Publica – Sesau, na manhã desta segunda-feira (25) para aguardarem para falar com o Secretário, Ivandro Fonseca, sobre a paralisação da instituição Cotolengo - Orionópolis Sul-mato-grossense, que por falta do repasse da Prefeitura não iria receber as crianças e jovens nesta terça.
A instituição cuida, em período integral, de aproximadamente 38 crianças e jovens com paralisia cerebral grave, onde no local é feito todo o tratamento de reabilitação, como fisioterapia e fonoaudióloga, além de toda a alimentação especial e cuidados com a higiene. A Cotolengo vive de doações e esta verba que há meses não é recebida, serve para o pagamento de uma média de quatro funcionários e gasolina para o transporte das crianças que os pais não têm condições de levar e buscar, disse a Assistente Social da casa, Patrícia de Oliveira.
Após horas na espera no prédio da Sesau, localizado na Rua Bahia, os pais foram avisados que o secretário estaria indo direto a escola para resolver a situação. De acordo com a coordenadora da Cotolengo, Aline Martins, o secretario esteve no local e garantiu que o repasse será normalizado e que não é para paralisarem seus trabalhos.
“Ele não deu data exata que a instituição irá receber o valor de aproximadamente R$4 mil, mas mesmo assim vamos manter nossos afazeres nesta terça normalmente. Caso eles não cumpram o combinado, faremos a paralisação”, contou a coordenadora.
A Dona de Casa Luciane da Silva Mansini Barbosa, utiliza a instituição há cinco anos. Ela é mãe do jovem Marcos Vinícius, 17 anos, e neste período nunca tinha visto algo um problema dessa questão. “Ficamos muito felizes em saber que não haverá paralisação, pois nossos filhos precisam desse acompanhamento e um dia sem essa rotina deles, retarda tudo o que já foi conquistado”, enfatizou.
A também Dona de Casa Dalila Ismara Lopes, que deixa sua filha de 17 anos, Beatriz Ismara Lopes, há 14 anos na escola, ficou totalmente pasma com a situação que presenciou nesta manhã. “Minha filha chora quando ela não vai para a Cotolengo, pois lá é como se fosse o mundo dela, onde ela tem os cuidados necessários para suas limitações, se diverte e tem seu progresso a cada dia. É um alivio para nós mães, a notícia que não vão paralisar o atendimento”, destacou.
Segundo a assessoria de Imprensa da Prefeitura de Campo Grande, o convênio foi assinado novamente e foi tudo acertado. A escola não precisará paralisar suas atividades, pois irá receber sua verba como de costume.