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Aids mata 1,7 milhão de pessoas por falta de acesso ao tratamento

3 março 2013 - 12h00 Por Isaude.net

 Apesar do progresso, Unaids alerta que apenas 28% das crianças contaminadas com o HIV recebem tratamento.

O diretor-executivo do Programa Conjunto sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé, afirmou, na quinta-feira (28), que a doença mata 1,7 milhão de pessoas, anualmente, por falta de acesso ao tratamento no mundo.

A declaração foi feita num discurso no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.

Apesar do progresso, Sidibé alertou que apenas 28% das crianças contaminadas com o HIV recebem tratamento. Ele disse em países pobres, ao contrário dos ricos, bebês continuam nascendo infectados com o vírus.

Filhos de mães soropositivas têm a chance de nascer sem HIV caso a mãe tome os antiretrovirais durante a gravidez para evitar a chamada contaminação vertical.

O diretor-executivo afirmou que a Aids ainda é a maior causa de morte entre as mulheres jovens em todo o mundo. Segundo ele, ainda se luta contra o preconceito, a discriminação, a exclusão e a criminalização por todas as partes.

Tratamento

Sidibé disse que o mundo está hoje a meio caminho para acabar e reverter a epidemia da Aids.

Ele cita que os países estão disponibilizando mais verbas para o combate ao HIV, as promessas de doações estão sendo mantidas e as descobertas científicas estão acontecendo rapidamente.

O chefe do Unaids lembrou que o acesso ao tratamento da Aids saiu do zero, em 1996, para mais de 8 milhões de pessoas até o final de 2011. Segundo ele, a África do Sul aumentou em cinco anos a expectativa de vida para os doentes.

Ainda de acordo com o diretor do Unaids, acabar com a Aids é um legado dos direitos humanos para todos.

Para ele, a vitória contra a doença vai inspirar a sociedade civil, os governos e parceiros a lidar com outros desafios complexos do século 21.

Durante o comunicado, ele pediu ao Conselho dos Direitos Humanos para que todos trabalhem juntos para pôr um fim à Aids. 

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