A conhecida expressão popular, “quem canta seus males espanta”, ganha uma nova formulação. Praticantes da dança de salão garantem que a prática combate os males do dia a dia e confere benefícios ao corpo e à alma.
Contudo, além dos benefícios físicos, do combate ao estresse, da boa desenvoltura, a dança de salão atrai seguidores pelos mais diversos motivos. Há quem procure para combater a timidez, para se exercitar sem agredir o corpo, para fazer amizades, para se desinibir e até para aprender a dançar mesmo.
A modalidade tem crescido em Campo Grande, casas noturnas têm diversificado suas atrações e ritmos para absorver o público das academias, estúdios e companhias, que saem para por em prática aquilo que aprendem nas aulas.
De acordo com o professor de dança, Fábio Simones “a dança de salão é uma atividade aeróbica leve, que traz benefícios para o sistema cardiovascular, aumenta a flexibilidade, a força e o preparo físico, e ainda, proporcionam rigidez muscular e aperfeiçoamento da postura”. Ele explica que por ser uma atividade de baixo impacto, pode ser praticada por pessoas de todas as idades, melhorando o condicionamento físico, autoestima e sociabilidade.
Simones acrescenta que muitos de seus alunos optam pela dança de salão, pois ela promove o condicionamento físico e acuidade mental, alivia tensões e combate o stress, aumenta o poder de concentração, melhorando o raciocínio e a organização de ideias, comunicação interpessoal e adaptação a diferentes meios.
Ele informa que praticando dança de salão semanalmente a pessoa adquire melhor postura e equilíbrio, melhora a consciência corporal e, ainda, passa algumas horas se divertindo, relaxando e aumentando seu círculo social com novas amizades.
Na Escola de Dança de Salão Harmonia, em atividade no Clube Ypê (Rua do Rosário 505 - Bairro Cel. Antonino, em Campo Grande), Fábio Simones desenvolve o curso em dança de salão aplicado pelos professores Jaime Arôxa e Carlinhos de Jesus. Simones tem dez anos de estrada na Capital de Mato Grosso do Sul, e desenvolve os ritmos: samba de gafieira, samba funkeado, forró, bolero, tango, regionais (vanerão/chamamé), valsa, salsa, zouk e rock soltinho.
Michele Lima, de 31 anos, dança há oito anos. A bióloga conta que a dança auxiliou no seu desenvolvimento pessoal, trouxe bons amigos e ainda mantém seu corpo em dia, usando a dança de salão como atividade física. “A dança traz tudo de bom, você conhece pessoas, lugares, relaxa... não é algo que você faz para os outros verem, é um prazer... um prazer que eu gostaria que todas as pessoas sentissem”, explica.
O gingado brasileiro e necessidade de se habituar no novo país foram o que atraiu Takahiro Maruyama, de 29 anos. Ele é japonês, de Oosaka e está há três anos no Brasil. O japonês apaixonado pela cultura brasileira teve na dança de salão a oportunidade de se socializar e aprender mais sobre a cultura do Brasil, além de mostrar que também tem samba no pé.
Mesmo achando impossível coordenar seus passos, o paulista Marco Aurélio, de 40 anos, garante que a dança de salão não faz distinção. “Se eu hoje consigo dançar, qualquer pessoa pode”. Ele conta ainda que trocou a prática de esportes pela dança, sua única atividade física no momento.
O casal de namorados Nadir Pereira Rosa e Gentile Barzotto, de 70 e 71 anos, respectivamente, com anos de experiência garantem que, além dos benefícios da saúde, do corpo e da mente, “a dança de salão resgata o cavalheirismo, o cortejo e a cumplicidade, características em processo de extinção na sociedade”, afirmam.
Consciência Corporal
Luci Duarte, 40 anos, trabalha a consciência corporal com os alunos da dança de salão. Ela explica que a postura é importante para uma boa dança e um bom cotidiano, já que vícios e dores são muito comuns.
Para ela a consciência corporal é importante, uma vez que não cerceia os alunos quanto a idade ou peso, assim como a dança.
Método
O método tem como base a concentração e a consciência corporal. Por meio de uma linguagem específica de cada ritmo, o aluno é estimulando a desenvolver, por si, o desenho do movimento. Assim, há o domínio do ritmo e do passo, desenvolvendo sua habilidade de dançar.
A conclusão, portanto, é de que o aluno fala o desenho do movimento (linguagem), na velocidade da música (ritmo), utilizando a consciência corporal, postura e elegância (dança).
Em paralelo, participa de exercícios e brincadeiras para desenvolver atividades interativas para trabalhar a musicalidade, deixando os alunos mais soltos, confiantes, quebrando bloqueios e preconceitos, mudando sua vida não apenas na dança, mas na qualidade de vida de cada um. A escola tem como objetivo, reunir e integrar pessoas por meio de uma atividade social que é a dança de salão.
Serviço
Diversos estabelecimentos oferecem aulas de variados ritmos de dança de salão em Campo Grande. O MS Repórter conheceu a Escola de Dança de Salão Harmonia, em atividade no Clube Ypê (Rua do Rosário 505 - Bairro Cel. Antonino, em Campo Grande), do Fábio Simones. O telefone para contato é 9242-9851
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