A sensação ao saber da notícia que vai ter um filho, os noves meses de gestação, a expectativa do parto, de ver o rostinho do primeiro bebe pela primeira vez, as dúvidas de como vai ser para cuidar e conciliar todos os afazeres já existentes com a vinda de uma criança eu depende 100% de cuidados, ou seja, uma nova rotina de vida.
Essas e outras questões e mudanças norteiam as mães de “primeira viagem”, como são chamadas aquelas que passam pela experiência de ter o primeiro filho. Mesmo que morem com o pai da criança e ele seja parceiro a companheiro para ajudar nos afazeres, a criança sempre recebe a maior parte dos cuidados da mãe, até pelo fato da amamentação.
Neste domingo (13), elas, grávidas ou já com seus bebês nos braços, acostumando com a nova rotina, já comemoram o primeiro Dia das Mães, nesta data celebrada em todo o mundo. Para a jornalista Kassandra Campos, que está em seu sétimo mês e meio de gravidez, de seu primeiro filho, mesmo dentro da barriga já ama o bebe, cuida, dá carinho e se preocupo.
“Acredito que depois que ele nascer o que vai mudar é a intensidade dos sentimentos. O que sinto é uma gratidão imensa a Deus por me permitir ser mãe e experimentar desse sentimento único e é por este motivo que quando converso com meu filho faço questão de falar o quanto ele é importante e como ele vai iluminar e trazer alegria para as nossas vidas”, disse Kassandra.
Ao ser questionada se sua gravidez foi planejada, ela diz que não totalmente. “No começo do ano passado, acordei um dia e falei para o meu marido: meu relógio biológico está gritando, quero ter um filho. Na hora ele assustou, mas no outro dia foi ele quem acordou e me disse: Hoje acordei com vontade de ser pai, mas daqui a pouco vai passar, falou ele aos risos. Na ocasião, morávamos em São Paulo e desta forma, sabíamos que ainda não era a hora, não queríamos ter um filho lá e sim em nossa cidade Campo Grande”, relata.
Ela continua “Alguns meses depois, parei de tomar o anticoncepcional com o intuito de acabar com a enxaqueca que sentia. Não deu outra, nos meses seguintes a minha dor de cabeça sumiu e me descobri grávida. Como já estávamos morando em Campo Grande foi uma alegria só. A reação foi de felicidade imensa, por que já estamos juntos a mais de sete anos”, destacou a jornalista.
Falando um pouco das mudanças na vida e na rotina, Kassandra ressalta que muita coisa já mudou, mesmo antes do nascimento do filho. “Uma das mudanças foi que ao saber do resultado positivo da gravidez decidi parar de fumar. Não foi fácil, mas ao me tornar responsável por uma vida tão inocente e que ainda nem veio ao mundo me fez tomar essa importante decisão tanto para mim quanto para o meu filho. Ao acordar já não me levanto mais da cama sem antes conversar com ele e senti-lo mexer”, disse.
“Como estou próxima de completar 8 meses de gestação a minha única preocupação é se vou conseguir deixar tudo pronto para recebê-lo, mas confesso, a proximidade da data prevista do parto dá muita ansiedade”, finaliza a jornalista.
História
A data do Dia das Mães, celebrada sempre no segundo domingo do mês de maio surgiu em virtude do sofrimento de uma americana que, após perder a mãe, passou por um processo depressivo.
As amigas mais próximas, para livrá-la de tal sofrimento, fizeram uma homenagem para sua mãe, que havia trabalhado na guerra civil do país. A festa fez tanto sucesso que em 1914, o presidente Thomas Woodrow Wilson oficializou a data, e a comemoração se difundiu pelo mundo afora.
Com o passar dos anos, o dia das mães aqueceu o comércio de todo o mundo, pois os filhos sempre compram presentes para agradá-las e para agradecer toda forma de carinho e dedicação que recebem ao longo da vida.
Nas diferentes localidades do mundo, a comemoração é feita em dias diferentes. Na Noruega é comemorada no segundo domingo de fevereiro; na África do Sul e Portugal, no primeiro domingo de maio; na Suécia, no quarto domingo de maio; no México é uma data fixa, dia 10 de maio. Na Tailândia, no dia 12 de agosto, em comemoração ao aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit. Em Israel não existe um dia próprio para as mães, mas sim um dia para a família.
No Brasil, assim como nos Estados Unidos, Japão, Turquia e Itália, a data é comemorada no segundo domingo de maio. Aqui, a data foi instituída pela associação cristã de moços, em maio de 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas, no ano de 1932.
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