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Manifestantes pedem nova audiência pública sobre transporte e mobilidade

25 junho 2013 - 08h25 Por Lucas Junot

Manifestantes levaram hoje (25) à Câmara Municipal os protestos que as ruas de Campo Grande e do Brasil tem sediado nos últimos dias. Com cartazes, bandeiras e reivindicações na ponta da língua, o protesto foi pacífico e o objeto da manifestação mais bem delimitado. Eles pediram a realização de uma audiência pública para debater o transporte coletivo e a mobilidade urbana.

O jornalista Alan de Farias Brito ocupou a tribuna para falar, na condição de porta voz do movimento, levantando questões que, segundo ele, podem contribuir com mais redução na tarifa e melhorias na qualidade do serviço. “Temos pautas específicas para Campo Grande. É preciso que seja ouvida a voz das ruas, esta Câmara não pode ser feita só com representatividade, tem que ser participativa. A população precisa de uma resposta efetiva dessa Casa de Leis, ouvindo a voz das ruas. Queremos debater transporte coletivo de qualidade, a gratuidade que hoje onera o bolso do trabalhador, para que seja paga com os impostos que pagamos e não seja embutida na passagem. Nosso movimento não é por centavos é por direitos, o direito de ir e vir que hoje está submetido à lógica do capital”, afirmou.

O integrante do movimento pediu que “a audiência que não seja do vereador A, B ou C, mas da população, para discutir realmente a mobilidade urbana, sem distinção. Porque isso aqui não é uma luta de classes, mas pode ser se a voz das ruas não for ouvida. Hoje a liberdade de ir e vir é um direito vilipendiado pelos poderes e queremos deixar claro que nossas demandas são maiores que isso”, reforçou.

Após o pronunciamento de Alan e a mesa diretora da Casa de Leis, firmaram um termo de compromisso, assinado também pela comissão de transportes, para agendar a audiência pública o mais rápido possível. “Vamos fazer essa audiência pública de maneira concreta e coerente. Vamos fazer com a Mesa Diretora, o mais rápido possível. Tenho certeza que essa Casa está e vai continuar ouvindo a população. Vamos agendar tão logo e fazer uma comunicação para que todos compareçam”, disse Mario Cesar.

De acordo com o termo, a data da audiência deverá ser definida após a assembleia popular, que se realiza no próximo sábado, na presença dos integrantes do movimento, na Praça do Radio Clube, às 16h.

A assessoria da Câmara consultou a agenda do plenário e informou aos manifestantes as datas prováveis, a partir de oito de julho. O movimento também pediu que a Casa viabilize a presença de um integrante do Movimento do Passe Livre, de São Paulo, para participar das discussões e contribuir com a experiência que têm nos estudos das planilhas do transporte coletivo do país.

Neste ano já foram realizadas audiências públicas na Câmara Municipal abordando os dois temas propostos. A da mobilidade urbana, proposta pelo gabinete do vereador Eduardo Romero, realizada dia 21 de maio, gerou avanços com relação à ciclovia da Avenida Afonso Pena e emenda à Lei Orgânica do Município. A do transporte coletivo, proposta pelo vereador Vanderlei Cabeludo, foi realizada no dia 17 de abril. Os manifestantes pediram que a nova audiência seja realizada no horário noturno, para que possa haver mais participação popular.

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