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Divulgadores da Telexfree protestam na Capital; milhares de pessoas não podem trabalhar

28 junho 2013 - 09h58 Por Lucas Junot

Divulgadores da empresa de marketing multinível Telexfree realizam, neste momento, em nove Estados do país, um protesto pacífico contra as recentes decisões judiciais que levaram ao bloqueio da empresa em todo o Brasil.

De acordo com os porta-vozes do movimento, cerca de 500 colaboradores seguem caminhando pela Avenida Afonso Pena, sentido Parque dos Poderes. Os manifestantes vão marchar até o Ministério Público e voltam até o Fórum de Campo Grande.

O divulgador Luciano Pereira, 34 anos, explica que o intuito da manifestação é chamar a atenção para que haja uma legislação específica para regulamentar as atividades das empresas que trabalham com o marketing multinível.

De acordo com os organizadores do protesto, a Telexfree opera de forma legal, como outras empresas de marketing multinível, como O boticário, Natura, Jequiti, entre outras. O imbróglio está no fato de que a ausência de legislação que regulamente a atividade leva à deturpação dos conceitos de marketing de rede e pirâmide financeira, que é crime.

Segundo os colaboradores, a Telexfree tem cerca de 1,4 milhão de associados no país. Em Mato Grosso do Sul são cerca de 50 mil e em Campo Grande chaga a 10 mil divulgadores. No último dia 18, a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida proposta pelo (MP/AC) para suspender as atividades da Telexfree.

O desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC) Samoel Evangelista decidiu, na tarde de segunda-feira (24), indeferir o pedido de revisão da sentença dos advogados da Telexfree e manteve a liminar.

Os colaboradores reclamam dos prejuízos financeiros causados pela decisão, que os impede de trabalhar. “Estamos parados, não conseguimos trabalhar. A Telexfree abriu horizontes pra muitas pessoas, gente que muitas vezes dependia de programas de assistência do governo. As pessoas têm contas a pagar, famílias pra sustentar e não sabem como vão fazer isso porque não podem trabalhar”, desabafou Luciano.

Outra divulgadora, Kelly Lescano, 31 anos, destaca o impacto financeiro nas famílias dos colaboradores. “Quando as montadoras de automóveis ameaçavam demissões em massa, o governo deu incentivos para evitar o caos, o que estão fazendo agora não deixa de ser a mesma coisa, são 1,4 milhão de pessoas no país que estão sem poder trabalhar desde que houve essa decisão”, lembrou.

Informações fornecidas por colaboradores da empresa remetem ao fato de que a empresa pagou até o momento R$ 170 milhões em impostos ao governo.

Com a proximidade do recesso do meio do ano nas repartições públicas, os colaboradores temem que o recurso não seja analisado, o que os levaria a ficar mais 30 dias parados, até que o Superior Tribunal Federal retorne às atividades.

 

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