Esta quinta-feira (11) foi marcada por mais um ato de manifestações em todo o Brasil. Em Campo Grande, Movimentos Sindicais e Sociais chamaram às ruas, trabalhadores que lutam e reivindicam seus direitos trabalhistas e de classe. A manifestação pacífica começou por volta da 9h com concentração na Praça do Rádio Clube, depois seguiu pela avenida Afonso Pena, passando pela rua 14 de Julho, Antônio Maria Coelho, 13 de Maio e Barão do Rio Branco, retornando para a Praça do Rádio onde houve outra concentração.
Milhares de manifestantes da Capital e interior protestaram contra a má administração, alguns cartazes pediam reforma política, agrária e urbana. Outros protestavam contra a vinda de médicos do exterior para trabalhar no Brasil e a ditadura das mídias. O ato encabeçado pela CUT – Central Única dos Trabalhadores, contou ainda com outras centrais sindicais como: Força Sindical, CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros e CNTC - Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio.
Com as principais ruas tomadas pelos manifestantes, a maioria dos estabelecimentos comerciais optou por fechar suas portas, como no caso de uma loja de calçados localizada na rua 14 de Julho que teve seu estabelecimento parcialmente fechado. De acordo com o gerente da loja “a manifestação não influenciaria em nada para a loja”.
O agrônomo José Fernandes, 63 anos que ficou na calçada acompanhando passeata disse que é totalmente a favor de manifestações para que os direitos sejam adquiridos “acho que as classes têm que ir para as ruas para reivindicar”, falou. Quando questionado sobre os transtornos como, por exemplo, o trânsito que ficou lento e o fato de algumas lojas fecharem suas portas ele acrescenta: “tem que parar mesmo, essa é a única maneira. Isso não ocorre somente no Brasil, em todo o mundo ocorrem manifestações”. Para ele a culpa de tantos problemas que o país vem enfrentando é da corrupção.
Já a diarista Eliza Ferreira, 54 anos que participou representando as Missões Populares da Capela Santa Luzia disse que deve haver mais ordem no Poder público e na Justiça em geral. Ela reclama ainda da saúde pública e do péssimo atendimento que a população recebe em postos de saúde.
Reivindicações
Os manifestantes cobravam algumas melhorias como o fim da corrupção, com punição dos culpados e afastamento definitivo da política; transporte público de qualidade e com preço justo; escola pública de qualidade com horário integral, agregando à educação, a cultura, o esporte e o lazer; creche pública e gratuita para todo trabalhadores; garantias de salário e emprego pelo setor patronal; saúde acessível e de qualidade; transparência e respeito às entidades sindicais, com democratização do Estado; fim do Fator Previdenciário; reestruturação do Governo Federal, com fortalecimento do Ministério do Trabalho e Emprego, e reforço nas atividades de fiscalização das áreas de Saúde e Segurança do Trabalhador e redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução do salário.
Policiais Militares estavam fazendo a segurança nos locais por onde os manifestantes passavam e a Agetran – Agência Municipal de Transporte e Trânsito, estava controlando o trânsito no local.