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CPI da inadimplência ouve empresas nesta terça e já convoca outras

23 julho 2013 - 10h06 Por Mariana Anjos / Fonte: Assessoria Câmara Municipal

Nesta terça-feira (23), dia em que prestou depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura suposta inadimplência do Executivo com fornecedores e prestadores de serviço, a proprietária da empresa Vyga, Marcia Regina Pereira Rodrigues, disse que recebeu nesta data, o recebimento de R$ 840 mil da Prefeitura Municipal, referentes às dívidas de seis meses de serviços prestados pela empresa para o município, de janeiro à junho de 2013.

Segundo ela, as negociações para o pagamento sempre aconteceram por parte dela, mas garante que mesmo sem receber o trabalho era feito. "No início eles diziam que estavam revisando contratos da gestão anterior", afirmou. "Cumprimos o contrato e trabalhamos todo esse tempo sem receber. Nem falta de funcionários nós tivemos", completou Marcia, que prestou serviços com 62 funcionários trabalhando na limpeza, conservação e manutenção dos parques municipais.

Na segunda oitiva do dia, Mamed Dib Rahim, proprietário da MDR Distribuidora e responsável até o mês de maio deste ano pela oferta de alimentos escolares na cidade, reclamou da postura da Prefeitura. "Em novembro do ano passado, meu contrato foi aditivado até janeiro de 2014. Após o fim das eleições, tentei conversar com o prefeito eleito, mas demorei 98 dias para conseguir falar com ele", lembrou.

Mamed reiterou que não recebia as requisições de entrega de alimentos no prazo, e mesmo pedindo para que a Prefeitura - que já não pagava o fornecedor - as fizesse, não obteve respostas. Essa, segundo ele, seria uma das razões pela falta de alimentos em CEINFs (Centros de Educação Infantis). "Forçei a paralisação. pois senão estaria até hoje sem receber. Não suportava mais pagar juros, atrasar fornecedores e salários", disse.

Após o fato, a empresa recebeu R$ 550 mil, referentes à janeiro, fevereiro e março deste ano, mas pagos com 90 dias de atraso. A dívida restante, segundo o proprietário, é de R$ 415 mil reais, por serviços prestados até o mês de maio.

Já na última oitiva do dia, Elton Luiz Crestani, proprietário da empresa Jagás Comércio de Gás, que presta serviços à aproximadamente quatro meses para a Prefeitura, sublinhou que o Poder Executivo está honrando com seus pagamentos, sendo que a demora é de 15 a 20 dias para efetuação do mesmo, após a emissão das notas pela empresa.

Por não estar com os documentos em mãos, a CPI fez um requerimento para a empresa e para a Prefeitura para que encaminhem as notas fiscais e de romaneio da entrega dos produtos. Após reunião interna, as próximas oitivas foram agendadas para o dia 2 de agosto, às 9h, no plenário Edroim Reverdito. A comissão decidiu convocar as empresas Total, Salute e Mega Serv para prestarem depoimentos.

 

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