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Projeto da Júlio de Castilho chega ao fim e comerciantes estão insatisfeitos

21 setembro 2013 - 12h16 Por Leide Laura Meneses/Com informações da assessoria

 A revitalização da Avenida Júlio de Castilho voltou a ser pauta de discussão entre empresários da região e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Na noite da última quinta (19/09) a diretora presidente do órgão, Kátia Maria Moraes Castilho apresentou o projeto final da via em uma reunião promovida pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), na Associação Brasileira da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O encontro teve a finalidade de pontuar as últimas ações e ouvir a classe comercial.

A superintendente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Fernanda Barbeta, esclarece que ambas as entidades sempre estiveram comprometidas em encontrar uma solução que atendesse, à medida do possível, aos anseios dos empresários. “Nosso objetivo sempre foi defender os interesses da classe e possibilitar a discussão com o poder público", disse.

Desde o início do ano, várias reuniões foram feitas para adequar o projeto às necessidades dos empresários, mas isso ainda causa estranheza nos comerciantes da avenida, alguns dizem terem sido beneficiados com a revitalização, outros estão fechando as portas pela queda do número de vendas, como é o caso de Juarez Ubaldo, proprietário de uma papelaria e de um posto de gasolina localizados na Avenida. Ele explica que desde que as obras começaram as vendas da papelaria caíram em 60%. “Meus clientes não conseguem mais estacionar os carros com facilidade, além disso, um ponto de ônibus foi colocado em frente ao meu estabelecimento, tendo de recuar a rua. Estou fechando as portas e já reformando outro ponto na avenida para abrigar minha papelaria que tenho há 15 anos”, destaca.

Para Camila Caires, empresária de uma loja de móveis, o projeto não está atendendo a todos, pois foi construído sem a participação dos empresários ainda na gestão passada. “A prioridade agora é a finalização das obras, já que muitos transtornos foram causados, como acidentes de trânsito em alguns trechos, por exemplo. Porém, precisávamos encontrar um meio termo e, acredito que é isso que está sendo feito”, garante.

Kátia Castilho explica que algumas mudanças que avenida já vem passando. “Foram retirados o excesso de sinalização, todas as placas indicativas de semáforos, adotadas a indicação da sinalização do movimento permitido, retiradas as placas indicativas de velocidade, o canteiro central e suas placas, além do recuo de alguns trechos da avenida, bem como ampliação de outros, conforme a necessidade apresentada”, conta.

Entre as principais alterações ficou acordado que, durante os horários de pico, o estacionamento na avenida fica suspenso e uma linha somente para ônibus, um dos anseios dos moradores do entorno, também não existirá. “O projeto foi concebido durante a gestão passada da prefeitura da Capital, além de ser custeado com alguns recursos internacionais, o que não nos possibilita fazer mudanças drásticas no projeto. Por isso, a nossa preocupação durante esta gestão em ouvir todos os comerciantes, ponderando as necessidades, sugestões e o que realmente de fato se pode alterar”, ressalta Kátia Moraes.

Apesar do projeto não poder ser mais alterado, as obras ainda não foram finalizadas por falta de recursos. Uma suplementação orçamentária entre R$ 600 e 700 mil está na Câmara de Vereadores para ser aprovada. 

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