O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), implantará, até o fim do mês de fevereiro de 2014, a tecnologia VPN (Virtual Private Network/Rede Privada Virtual) em todos os cartórios eleitorais do Estado. O projeto vai permitir a redução de 49,30% nos custos anuais com transmissão de dados, em comparação ao contrato atual, o que representa uma economia total de R$ 926.503,32 por ano.
Além da sensível economia que o projeto trará para a Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, o aumento na velocidade de navegação na transferência de dados será de 800%, uma vez que a nova tecnologia vai substituir uma rede de comunicação já utilizada.
O gerente do projeto e servidor da Coordenadoria de Infra-Estrutura e Suporte do TRE, Ulysses Almeida, explicou que o VPN trata-se de uma “espécie de túnel onde a comunicação trafega de forma segura, sem que os outros usuários da internet vejam as informações que estamos transmitindo”.
Ainda explicando o funcionamento do novo sistema, o servidor esclareceu que “foram criados diversos mecanismos de segurança que vão amenizar os riscos de que alguém de fora da Justiça Eleitoral tenha acesso aos dados”.
Pioneiro – Apesar da existência e utilização da tecnologia por alguns Tribunais Eleitorais, que o fazem de forma isolada em alguns cartórios eleitorais, o TRE-MS é o pioneiro na implantação do sistema como projeto, que propõe a troca definitiva do sistema utilizado para a Rede Privada, em todos os cartórios eleitorais do Estado.
Ferramenta – A VPN funciona como uma espécie de firewall que mantém seguros os dados enquanto os mesmos trafegam pela rede.
Assim, a conexão é possível até mesmo em redes públicas. Graças à criptografia presente no recurso, ainda que algumas pessoas consigam interceptar as informações, é praticamente impossível que elas consigam acessá-las.
Para o Diretor-Geral da Secretaria do TRE-MS, João Severiano de Almeida Netto, “a implantação do projeto VPN é ação administrativa que representa verdadeira resposta à sociedade brasileira, que tanto clamou no decorrer deste ano por eficiência e seriedade na gestão da coisa pública, sendo também, um modelo de governança a ser seguido pelos demais segmentos do setor público”.
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