A falta de limpeza em locais públicos não é exclusividade da ruas de Campo Grande, locais que deveriam ser exemplos de limpeza, como é o caso de Ceinfs e postos de saúdes fecharam o ano tomados por matos e lixo. No bairro Jardim Aeroporto por exemplo, o ano terminou, as crianças entraram de férias, mas o local continua tomado pelo mato há meses, e com essa época de chuva o mato só tende a crescer. “Isso não pode acontecer em um local onde tem criança, esse local não pode ficar tomado pelo mato, é perigoso. Espero que ele esteja limpo para receber nossos filhos”, disse uma mãe.
Outro local que está abandonado é o UBSF (Unidade de Saúde da Família) Aero Itália Heberto Rebelo Calado, o mato alto está tomando conta do local. Entramos em contato com a gerente do posto e ela não se encontrava e uma funcionária disse que não há previsão de quando será feita a limpeza do local, “mas esperamos que seja rápida”, disse. Mas até o momento a UBSF continua sem a devida limpeza e tomada pelo matagal.
Terrenos baldios
A sujeira também toma conta de alguns pontos da Capital que tem sido alvo de reclamações de muitos moradores. Em tempos em que os focos de mosquito da dengue estão aumentando, o que se encontra pela cidade são terrenos abandonados por seus donos e tomados pelo mato e pelo lixo.
Em Campo Grande não são só os bairros que se encontram mais distante da área central que sofrem com o abandono, em bairros próximos ao centro e considerados de classe média, é possível encontrar este tipo de problema, como é o caso do bairro Chácara Cachoeira II, onde mais de cinco terrenos estão tomados pelo matagal.
Alguns desses terrenos estão ao lado de escolas e hospitais, o que causa transtorno para os mesmos. Em alguns casos o fato é tão crítico que até as calçadas já foram tomadas pelo matagal, dificultando a passagem dos pedestres.
A prefeitura não informou a quem pertencem os terrenos, mas disse que há uma fiscalização permanente por parte da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). Ainda de acordo com a prefeitura os donos são notificados e recebem um prazo para fazer a limpeza, caso não a façam, são multados.
“Desde outubro, a Semadur intensificou a fiscalização a terrenos baldios (para que seus proprietários façam a limpeza) já visando o período de chuvas e consequentemente de crescimento do mato. A iniciativa faz parte de uma ação maior que visa também o combate a dengue. No período de janeiro a novembro deste ano foram efetivadas aproximadamente 12 mil notificações, sendo que em média 80% delas são cumpridas pelos proprietários com a execução da limpeza do terreno e destinação correta desse lixo”, disse a Assessoria da Prefeitura.
As notificações e multas não estão sendo suficientes, uma vez que a quantidade de terrenos sujos ainda é grande na Capital.
Como funciona a limpeza
Após verificado que o terreno precisa de limpeza, o proprietário é notificado e tem 10 dias para executar a limpeza. Após 20 dias aproximadamente, o fiscal retorna ao local para verificar se a limpeza foi feita. Caso não tenha sido realizada, é emitido um laudo com foto do local e aberto processo para implantação de multa.
De acordo com a prefeitura, a limpeza deverá ser completa. O proprietário deverá capinar o terreno e retirar o lixo do local. Alguns proprietários têm retirado o entulho, lixo e deixado na rua. O destino final é de responsabilidade do dono do terreno. Os proprietários que não tiverem o endereço atualizado no cadastro da Prefeitura (que não confirmar o aviso de AR) são avisados da notificação em publicação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).
É importante que a população se conscientize dos problemas e transtornos que a falta de limpeza nos terrenos pode causar, como por exemplo, os alagamentos em algumas vias de Campo Grande.
Os proprietários podem solicitar o serviço através do telefone 156.