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Caso Giovanna: Advogado do suspeito da agressão o aconselha a ficar longe dela

30 janeiro 2014 - 06h46 Por Mariana Anjos

Um caso que chocou a população de Campo Grande neste mês de janeiro, ocorrido no réveillon, último dia 31, foi o caso da jovem Giovanna Nantes Tresse, 19 anos, supostamente agredida pelo namorado, Matheus George Zadra, também de 19 anos. Na última segunda-feira (27), por volta das 19h, o acusado foi liberado, após seu advogado ter solicitado o habeas corpus e o mesmo ter sido aceito e liberado pelo Tribunal de Justiça.

O site MS Repórter conversou com o advogado de Matheus, Armando Garcia, que falou sobre as circunstancias desta liberação e o procedimento a partir de agora. Segundo ele não tem motivo concreto para manter o seu cliente preso. “Até o momento o inquérito não foi concluído, ele não tem não tem sinal de agressão nas mãos, é réu primário e está ajudando nas investigações, lembrando que foi ele que ligou para o socorro no dia do ocorrido para ajudar a Giovanna”, justifica.

Ele ainda relatou que o fato da vítima não ter ainda prestado depoimento é mais um motivo para não manter o acusado preso. “Ela saiu de Campo Grande, com a alegação de estar sofrendo ameaças e estar com medo, mas não tem nenhuma prova, ou seja, nenhuma ligação, nenhum e-mail ou qualquer tipo de contato que comprove que Matheus tenha feito alguma ameaça a ela e a família”, destacou o advogado.

“Estamos aguardando o depoimento de Giovanna para saber a versão dela e o que vamos fazer em seguida. No local do crime, os policiais encontraram sangue em apenas um local, o que não quer dizer que houve uma agressão ou briga e os móveis desarrumados. Matheus afirma que não bateu nela e sim que ela caiu. Ele prestou depoimento e foi liberado logo no início das investigações. O mesmo ficou muito perturbado com toda a situação de estar sendo considerado o culpado, tanto que o pai o encontrou desorientado e o levou para o Nosso Lar. De imediato me ligaram, fui até o local, conversei com ele e com o pai e fiz a ligação para a polícia, já que tinha um mandado de prisão contra ele”, relata.

O advogado conta que foi uma sorte este caso estar sendo tratado pela Polícia Civil, pois desta forma ele foi levado para o 4º DP. “Se a Polícia Militar tivesse feito os trabalhos, é bem provável que ele teria sido levado para o presídio e neste local é complicado para uma possível reabilitação e arriscado a integridade física do acusado. No local onde ele ficou, estavam outros presos, cerca de 9 a 10, envolvidos com casos também julgados pela Lei Maria da Penha”, destaca.

“Eu fui até a delegacia para acompanhar a saída de Matheus, conversei muito com ele e o entreguei ao pai, mas não sei dizer para onde foram. O que eu fiz, no momento, como advogado, foi aconselhar a ele que não saia da cidade e não tente manter nenhum tipo de contato com a Giovanna ou a família dela, nem por telefone ou por e-mail. Fiz esta observação para evitar qualquer tipo de motivo para dizerem que ele está a ameaçando. Vamos esperar a conclusão das investigações”, finalizou o advogado.

O caso

Giovanna Nantes Tresse teve o rosto quebrado em quatro partes, mas Matheus nega que a tenha espancado e se defende das acusações dizendo que Giovanna teria caído várias vezes após ter ingerido bebida alcoólica.

Matheus ficou foragido por 14 dias, e foi preso no último dia 22. Após mais de seis horas de depoimento ele saiu algemado da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e foi encaminhado para o 4º DP nas Moreninhas.

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