Na tarde dessa quarta-feira (19), o Des. Hildebrando Coelho Neto participou pela última vez de uma sessão do Tribunal Pleno. Ele solicitou sua aposentadoria, já que completa 70 anos em abril, e o pedido foi aprovado.
Surpreendido pela manifestação dos pares, Hildebrando ouviu atento e emocionado as palavras de carinho. Sobre a aposentadoria do amigo, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Des. Joenildo de Sousa Chaves, apontou que a partir dessa quarta-feira o Tribunal de Justiça ficará desfalcado pela ausência de um de seus membros. Considerado julgador emérito, competente, inteligente e com grande capacidade de trabalho, Hildebrando deixará o quadro em razão da aposentadoria, apesar de ter muita disposição para o trabalho. “Ele dignificou a voz da justiça deste Estado e deixa para toda a magistratura um grande exemplo”, destacou Joenildo.
Currículo - Nascido em Tocantinópolis e formado em Direito pela Universidade Federal de Goiás, ele ingressou na magistratura em 1977. Naquele tempo não havia desenvolvimento em todos os estados. Ano da divisão MT/MS, Hildebrando Coelho Neto assumiu a magistratura de Goiás e em 1981 preferiu viver em terras sul mato-grossenses.
Em Mato Grosso do Sul, ele começou a carreira como juiz na Comarca de Rio Verde de Mato Grosso. Dois anos depois,foi promovido para Dourados e atuou na 3ª Vara Cível. Foi professor de Direito Civil e Direito Tributário na antiga SOCIGRAN. Em 1988, foi promovido para a 4ª Vara Cível de Campo Grande e, em 1996, foi promovido ao cargo de desembargador do TJMS.
Exerceu o cargo de Corregedor-Geral de Justiça, no biênio 2005/2006; foi Vice-Presidente do TJMS, no biênio 2011/2013, e ocupou também o cargo de Presidente do Tribunal de Justiça de março de 2012 a janeiro de 2013.
Obrigado a se aposentar, em razão de completar 70 anos no dia 11 de abril, ele disse não ter ainda planos para o futuro. “Não tive tempo ainda de pensar porque estou tentando esvaziar minha mesa, mas o ser humano se adapta logo a qualquer situação. Vou cuidar dos netos e dar mais atenção á família”.
Questionado sobre sua melhor lembrança deste tempo de magistratura, Hildebrando citou o contato que teve com a população solucionando conflitos. “Não é só solucionar causas. Muitas vezes, o cidadão quer ser ouvido e, se o juiz escuta, ele sai satisfeito, mesmo que não ganhe a demanda. Fica também a convivência com os colegas. Temos divergência, mas para buscar a convergência. É a opinião, a liberdade de cada um. Esta é uma experiência democrática”, concluiu.
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Foto: TJ-MS