Sensibilizar e orientar os detentos sobre a doença da drogadição, mostrando-lhes as consequências maléficas das drogas à saúde física e mental e ao convívio social, oferecendo-lhes alternativas de superação por meio de encaminhamentos a comunidades terapêuticas disponíveis. Com essa proposta, o Projeto Renascer está sendo desenvolvido no Estabelecimento Penal de Regime Aberto Casa do Albergado de Campo Grande (Epraca).
Coordenadora dos trabalhos e assistente social, Rita de Cássia de Souza Argolo Fonseca, explica que se “segue uma linha educativa, orientativa, de sensibilização e de encaminhamento”, pois, devido à rápida progressão de regime não se permite um trabalho de tratamento no próprio presídio. Ela destaca que em todos os encontros são trabalhadas questões como respeito, união, sigilo e espiritualidade.
Welton Oliveira dos Santos, 29 anos, promete ser uma história de superação. Ele conta que, a partir dos encontros do grupo, despertou a consciência de “todo o estrago” que as drogas traziam para a sua vida. Preso por furto – crime que, segundo ele, foi cometido para sustentar o vício – o detento conta que agora busca autorização judicial para ser internado para tratamento. “Vivo um dia após o outro de luta, e quero me tratar para não ter mais recaídas”, assegura.
Segundo a coordenadora do “Renascer”, são muitas histórias de recaídas, mas o grupo adota como filosofia a conquista de cada dia. “A primeira coisa é vocês se aceitarem como dependentes, e seguir um passo de cada vez, se falharem vocês voltam no primeiro passo e começam tudo de novo, numa luta dia após dia”, falou aos participantes durante a última reunião.
Desde que o trabalho na Casa do Albergado teve início, cerca de 720 custodiados já foram atendidos. O grupo atualmente conta com uma média de 16 participantes. Os encontros acontecem uma vez por semana no período noturno, já que os reeducandos passam o dia fora do presídio trabalhando, conforme é determinado para o regime aberto.
Parceria
Ela explica que o projeto oferece internação aos adictos interessados em tratamento. Conforme ela, no momento 28 pessoas são atendidas em uma chácara cedida pela Igreja Palavra Cristã. No local, recebem todos os cuidados necessários ao tratamento, bem como estadia e alimentação, sem custo nenhum para elas.
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