Dia 31 de Março entrará para a história. Campo Grande foi palco de um movimento social que levou a população da Capital, com a participação de muitos jovens e até crianças, indignada, para a Praça do Rádio, em Campo Grande, em favor da Democracia.
O evento, era pra lembrar o Golpe Militar de 1964, ocorrido na mesma data (31 de Março), com um golpe de Estado que encerrou o governo do presidente democraticamente eleito João Goulart, também conhecido como Jango e acabou "pegando carona", no aniversário de 50 anos do Golpe, para manifestantes e ex-nomeados de Alcides Bernal protestarem contra a cassação do ex-prefeito de Campo Grande.
Camisetas e cartazes com os dizeres “Diga não ao golpe”, “Fora Ditador”, “Campo Grande verás que um filho teu não foge a luta”, “Diga não aos golpistas. Fora PMDB”, “Gilmarionete Capacho de Malandro” entre outros, exprimem o desejo de insatisfação de alguns campo-grandenses com a saída do prefeito cassado.
O movimento “indignAÇÃO, contra o golpe, contra a corrupção” é uma iniciativa dos movimentos sociais, como Fórum da Juventude, Conselho Municipal de Juventude, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança Privada (Seesvig) e Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Segundo Juliano Gomes, do Conselho Municipal de Juventude, “esta é a primeira vez na historia que Campo Grande recebe este tipo de movimento para que toda população fique por dentro do que está acontecendo. Depois desse “Golpe Democrático” que a cidade sofreu, as pessoas não sabiam como se manifestar e começaram os protestos na internet e a partir daí trouxemos essa realidade para a Praça, onde todos juntos vamos lutar, pois essa luta é de todos”.
De acordo com Gomes, a Câmara Municipal de Campo Grande deveria expressar a vontade do povo, que elegeu Alcides Bernal, e não fazer a vontade dos “Coronéis” que detém o poder e agiram em favor de seus interesses. “Não ao Coronelismo”, diz um dos cartazes. “Não podemos mais aceitar esta postura do Estado, queremos o fim da Ditadura Militar em Mato Grosso do Sul”, é o desejo do Conselho de Juventude e de todos.”
Pátria Livre. Esse foi o desejo expressado pelos estudantes representados pela Universidade Federal. Eles encerraram o discurso com uma canção que diz:“Poder para o povo e o poder do povo vai construir um mundo novo”.