Patrões e empregados da construção civil, em greve desde quarta-feira (23), se reúnem hoje (28) em mesa redonda no Tribunal Regional do Trabalho, na tentativa de chegar a um acordo sobre o percentual de reajuste salarial.
Até agora, os empresários têm oferecido apenas o equivalente às perdas para a inflação dos últimos 12 meses. “Queremos mais. Queremos ganho real e equiparação com os grandes centros, como São Paulo”, afirma José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande – Sintracom.
Hoje pela manhã os operários continuaram em greve nos canteiros de obras da cidade. “Vamos continuar assim até chegar a um acordo favorável aos trabalhadores. Seus ganhos estão muito abaixo de seu real valor de mercado”, afirma o sindicalista.
Os operários não abrem mão dos 30% de reajuste para os pisos salariais e 15% para quem ganha acima do piso. Com os 30% de reajuste os pisos de hoje passam a ter os seguintes valores:
- Auxiliar de Serviços Gerais:
Piso de R$ 685,00 para R$ 890,50
- Auxiliar de Escritório, Servente e Vigia:
Piso de R$ 735,00 para R$ 955,50
- Meio Oficial:
Piso de R$ 808,00 para R$ 1.050,40
- Apontador, Oficial e Motorista:
Piso de R$ 1.000,00 para R$ 1.300,00
-Almoxarife:
Piso de R$ 1.030,00 para R$ 1.339,00
-Encarregado de Obra:
Piso de R$ 1.050,00 para R$ 1.560,00 (48.57% de reajuste devido à grande defasagem salarial desse profissional)
-Mestre de Obra:
Piso de R$ 1.540,00 para R$ 2.002,00
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Empregados da construção civil, em greve desde quarta-feira (23), se reúnem hoje (28) em mesa redonda no TRT