Disposto a manter o diálogo aberto, o prefeito Gilmar Olarte recebeu oito representantes da comissão de trabalhadores terceirizados que atuam em centros de educação infantil (Ceinfs), que aderiram à greve nesta segunda-feira (12), em Campo Grande.
Na reunião, que aconteceu no fim desta tarde no gabinete do prefeito, não ficou nada decidido, se a classe trabalhadora retorna aos trabalhos amanhã (13). Funcionárias de empresas terceirizadas insistiram na proposta de jornada de seis horas e, sem resposta, devem decidir pela continuidade da paralisação, em assembléia, prevista para as 19 horas de hoje.
O prefeito propôs reajuste de 8%, jornada de sete horas diárias (em vez das oito atuais) e licença maternidade de seis meses. Porém, a comissão composta por funcionários do Senalba (Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul), insiste na carga horária de seis horas, mesmo tempo de trabalho dos concursados.
“Queremos 8% de reajuste salarial mais a carga horária de 6 horas. Se ele não aceitar, essas condições básicas para nós, não é justo, trabalhar do jeito que a gente trabalha, ganhar o salário que a gente ganha e não ser valorizada, a gente esta totalmente esquecida nos Ceinfs”, diz uma das trabalhadoras à frente da comissão.
O prefeito ressaltou que, por serem funcionárias de empresas terceirizadas, a decisão não cabe a administração municipal. “Por administrar pensando no lado humano, nos propomos a negociar, mas não podemos decidir nada sem antes consultar as empresas responsáveis”.
Olarte ainda ressaltou que a hipótese de chamar concursados e diminuir o espaço dos funcionários de empresas terceirizadas nas creches. “Temos ordem do MPE (Ministério Público Estadual) de contratar mais gente até o final do ano”, alertou.
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