O Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Campo Grande ganhou de presente do Santuário de Roma uma réplica original do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Esta é a primeira vez, que uma cidade no Brasil é agraciada com uma cópia autenticada do ícone. O ícone original foi entregue aos Redentoristas em 1866 pelo Papa Pio IX e está exposto no Santuário romano, na Itália.
O presente foi entregue pelo reitor do Santuário italiano, padre Luciano Panella, durante o 1º Congresso Internacional sobre Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que aconteceu em Campo Grande durante os dias 12 a 16 de maio, e reuniu na Capital Morena mais de 100 missionários redentoristas vindos de todo o mundo.
Tanto como a vinda do ícone quanto dos missionários estrangeiros, segundo o reitor do Santuário campo-grandense, padre Dirson Gonçalves, traz visibilidade para a Capital. “Campo Grande tem agora uma grande projeção no cenário católico mundial. Nosso principal objetivo foi uma troca de experiência, onde aprendemos muito sobre diversas realidades de todo o mundo”, ressaltou padre Dirson.
De acordo com o membro da Congregação Redentorista de Roma, padre Enrique Lopez, falou que Campo Grande foi uma cidade abençoada em receber a réplica. “Vai promover a expressão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e vai ajudar os devotos e fiéis na oração e na contemplação. Mostra a Maria mãe de Deus e da Paixão”, explicou padre Enrique.
Padre Luciano Panella é membro da província de Nápoles, a unidade original da Congregação. Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas, também era um napolitano. Atualmente, padre Panella também exerce o serviço de reitor da comunidade da Casa Geral da Congregação, localizada ao lado do Santuário do Perpétuo Socorro, em Roma.
Histórico – O quadro, que mais precisamente é chamado de ícone, de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem uma longa história. Antes de ser levado ao mundo inteiro para animar a evangelização dos missionários redentoristas a partir de 1866, o quadro passou vários séculos exposto na igreja de São Mateus, de Roma, exatamente no mesmo lugar onde se encontra o Santuário atual dos redentoristas na capital da Itália.
As destruições do movimento de Napoleão Bonaparte no século XVIII acabou por derrubar a antiga igreja e o quadro foi levado pelos agostinianos para uma capela particular onde permaneceu por décadas sem que o povo devoto soubesse do seu paradeiro.
O Papa Pio IX, ao saber pelos redentoristas que o quadro milagroso se encontrava guardado sem que o povo pudesse rezar diante dele, pediu que os redentoristas tomassem conta dessa preciosidade. O Congresso de Campo Grande faz parte da grande preparação para a celebração dos 150 anos desse mandato que vai ocorrer em 2016. Desde o recebimento do quadro, os redentoristas têm levado ao conhecimento do povo cristão nos cinco continentes o grande amor e a perpétua ajuda da Mãe de Jesus.
O espanhol Adelino M. Garcia Paz, em um dos quatro volumes de sua obra “Santa Maria del Perpetuo Socorro” recorda o costume de se enviar cópias autênticas do quadro a outros países: “Já em 1866, chega ao bispo Eton, de Liverpol, Inglaterra, a primeira cópia autêntica do quadro enviado como primícia por padre Douglas”. E Garcia Paz continua: “Em 1867, em Argentan, pequena cidade da Franca lhe dedica o primeiro templo e Limerick, na Irlanda, Huete, na Espanha, e outras cidades recebem cópias autênticas”.
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