Uma audiência publica realizada na tarde desta terça-feira (20), na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, discutiu a proposta do Deputado Lauro Davi, que propõe a implantação do Centro de Medula Óssea e Laboratório de Células-Tronco Hematopoiéticas no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, Lauro Davi, ‘’o projeto, de minha autoria, autoriza implantar no Hospital Rosa Pedrossian, o Centro de Transplante, uma vez que lá já funciona toda essa ala de oncologia infantil, explica.’’
Segundo Davi, existe uma série de vantagens que viabiliza a implantação do Centro de Transplante. “O Hospital Regional já possui toda estrutura de acomodação, isolamento de pacientes, o que falta é só o centro de laboratório e as salas cirúrgicas para o procedimento do transplante. Basta uma adaptação da área física da ala de Oncologia Infantil no Rosa Pedrossian”, que de acordo com o deputado, essa estruturação do local custaria ao Estado em torno de R$ 6 milhões.
Participaram da audiência o Secretário Estadual de Saúde, Dr. Antônio Lastória, o médico oncologista e chefe do Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil (CETOHI), Dr. Marcelo Souza, Dr. Ricardo Ayache,presidente da Cassems, a presidente da AACC-MS, Miriam Comparine e a vereadora Virginia Magrine,presidente da AACC-GD, de Dourados.
Também estiverem presentes pais de vítimas que morreram em conseqüência de transplantes, inclusive o pai do pequeno Timóteo Rodrigues Aydos, de apenas dois meses, que foi diagnosticado com a Linfo-histiocitose hemofagocítica, uma grave doença auto-imune e sua única possibilidade de cura era o transplante de medula óssea.
O pai de Timóteo, Diego Recena Aydos, explicou que há 5 anos perdeu o primeiro filho com a mesma doença diagnosticada em Timóteo. Na época, ele precisou morar seis meses em Campinas (SP) porque não era possível fazer o transplante em Campo Grande.
‘’O projeto passou pela primeira comissão, agora deve passar pela segunda e em ultima instancia é veto governamental, que também acredito que não ocorra’’, diz o autor da proposta e finaliza ‘’esperamos do Estado sensibilidade. Se era parte legislativa, de autorização de lei, já foi autorizado. Se são condições técnicas e físicas, já tem. Agora falta decisão política de fazê-lo, porque o recurso não é o que hoje atrapalha.’’