Durante o seminário 'Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros', o ministro da saúde, Arthur Chioro, anunciou a liberação de R$ 700 milhões para saúde em Mato Grosso do Sul. O seminário que era para ser realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, mas devido a um protesto de acadêmicos, professores e médicos, teve que ser transferido para o auditório da FIEMS, (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
“Estou feliz com o empenho do ministro em liberar a verba para o Estado. Todos os prefeitos estão preocupados com a saúde dos municípios”, disse o senador Delcídio do Amaral (PT) anunciando que o indígena kadiwéu, Hilário da Silva, deverá assumir a SESAI (Secretária Especial da Saúde Indígena) do Estado. “É o fim da novela, sempre lutei que a escolha pelo líder da SESAI fosse alguém do mesmo sangue indígena, pois só eles sabem das lutas e dificuldades”, finaliza o senador.
As lideranças indígenas exigiam a saída da atual gestora da Sesai/MS, Eliete Domingues e a nomeação de Hilário atende a uma reivindicação histórica dos indígenas do Estado.
Protesto
Cerca de 100 manifestantes, entre eles, professores, acadêmicos e médicos foram barrados na entrada do auditório por seguranças do ministro e também pela polícia militar.
Conforme o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul, Dr. Alberto Cubel Brull Junior o protesto é para mostrar a indignação da saúde no país. “Em quatro anos o governo acabou com 160 mil leitos do SUS, os profissionais trabalham sem medicamentos, local apropriado para consultas e exames. O ministério ao invés de resolver os problemas da saúde no país, que está um caos fica fazendo política para reeleger a presidente Dilma”, opinou.
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Indígena kadiwéu, Hilário da Silva, deverá assumir a SESAI (Secretária Especial da Saúde Indígena)