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Ministro da Saúde anuncia R$ 600 milhões para programa Cegonha

30 maio 2014 - 13h51 Por Mayara Medeiros

Durante palestra realizada na tarde desta sexta-teira (30), no auditório da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou o investimento de R$ 600 milhões para o programa Cegonha.De acordo com o ministro, o valor será dividido entre Campo Grande e Dourados para fortalecer o programa. "O recurso será para a qualificação e não é apenas para diminuir a mortalidade infantil e materna, mas para que as mães se sintam mais felizes e tenham bebês cada vez mais saudáveis", afirmou.

Ainda conforme Chioro, houve um aumento de 34,9% nas consultas de atendimento básico em todo o país através do Mais Médicos, o que beneficiou 676 mil pessoas com a contratação de 196 médicos destinados a 162 municípios.O ministro destacou que princípio o programa contrataria 13.320 profissionais estrangeiros para atuar em todo o Brasil, no entanto, devido a necessidade de 180 municípios, considerados precários, foram solicitados 14.100 médicos.

Apesar de aumentar o número de contratações, o ministro garantiu que o programa não será ampliado. "Vamos trabalhar agora em outras pontas do projeto como ampliação da residência médica, número de vagas nas faculdades públicas e privadas de medicina para suprir a demanda", finalizou.

A palestra seria realizada no Centro de convenções Rubens Gil de Camilo,mas foi transferida as pressas para a FIEMS por conta de um protesto de professores, estudantes de medicina e médicos. O evento recebeu reforço da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

 Mais Médicos no Brasil

Em todo o país, mais de 3,5 mil médicos começam suas atividades nos municípios a partir desta semana no quinto ciclo. Com isso, 100% das vagas apontadas pelos municípios que inicialmente aderiram ao Programa passam a ser atendidas.

Mais de 75% dos 13.235 médicos estão alocados em regiões como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade. Em relação à distribuição por região, o Sudeste e o Nordeste concentram o maior número de profissionais, com 4.170 e 4.147 médicos respectivamente. O Sul conta com 2.261, seguido do Norte (1.764) e do Centro-Oeste (893). Outros 305 médicos estão atuando em distritos indígenas.

Os profissionais do programa recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo paga pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

 

 

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