O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, acompanhado do secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio, Edil Albuquerque, participou na manhã desta segunda-feira (02) do lançamento da pedra fundamental de mais uma fábrica, desta vez de proteína de soja, do grupo ADM (Archer Daniels Midland Company), no Núcleo Industrial Indubrasil, região oeste de Capital. Na ocasião o chefe do executivo municipal recebeu o presidente mundial da multinacional, Juan Luciano, e toda diretoria nacional e para a America do Sul. No local, devem ser investidos US$ 250 milhões - cerca de R$ 560 milhões - e gerados 400 empregos diretos e indiretos.
De acordo com o secretário, Edil Albuquerque, a empresa estava aguardando o alvará de construção desde setembro do ano passado. A fábrica irá receber, além de incentivos fiscais da ordem de 90% dos tributos previstos, um terreno que é do governo do Estado, para a implantação de um estacionamento. O cronograma da unidade prevê a entrada em funcionamento da primeira fase até o começo do segundo semestre de 2015 e o funcionamento pleno em 2016, para um processamento de 50 mil toneladas de soja por ano. O empreendimento terá abastecimento de matéria-prima e mão de obra de Mato Grosso do Sul, conforme assegurou o presidente mundial.
O prefeito disse na abertura da solenidade, que teve a presença do governador André Puccinelli e outras autoridades, que este investimento, da ADM, serve de grande exemplo para a cidade. “Este lançamento é uma vitória, não só da empresa, mas de nossa cidade, que quase deixou passar este grande investimento. Durante mais de um ano, não se recebia e nem se dialogava com empresários de quase todo setores. Continuaremos a conversar com quem quer investir, promover empregos, renda e desenvolvimento em nossa cidade e abrir as portas, fomentar, criar situação necessária e favorável para que os projetos deem certo”, disse.
O presidente mundial da multinacional ADM, o argentino Juan Luciano, garantiu que a indústria contará com a matéria-prima estadual e não trará ninguém de fora para trabalhar. “A previsão quando o complexo estiver em pleno funcionamento é de processamento de 50 mil toneladas de soja por ano com produtos deste Estado e com trabalhadores locais. Acredito que os produtores do Estado darão conta de suprir a demanda e, em último caso, compraremos produção no Mato Grosso”, disse.
O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, lembrou que o investimento é mais uma concretização das iniciativas da administração estadual para industrializar, por aqui, a produção local, ampliando o valor da produção. “É benefício para o Estado, que vai receber impostos sobre os produtos comercializados”, definiu.
Prefeitura irá trabalhar
O prefeito Gilmar Olarte garantiu a contrapartida da administração pública a ADM e disse ainda que quer criar mais fatores para a empresa se solidificar e até ampliar ainda mais na Capital. “Vamos criar situação favorável no entorno, executar obras necessárias para a região e e a infraestrutura necessária para que possa haver desenvolvimento e condições de trabalho e de vida para nossa população daqui”, complementou o prefeito.
Investimentos
De acordo com Juan Luciano, esse é o maior investimento na América do Sul já feito pela multinacional, que está em Campo Grande desde 1997. A construção será ao lado da unidade de processamento de soja que já existe na cidade. O presidente disse que será a segunda unidade de produção de proteína de soja no mundo. A outra fica nos Estados Unidos.
Ao explicar a escolha por Campo Grande, o executivo da ADM disse que a localização foi um dos fatores de decisão, uma vez que a intenção é atender a demanda do mercado sul-americano. “A fábrica é uma aposta da companhia em um mercado que tem previsão de crescimento de 6% até 2020. O foco é a mudança na alimentação que ocorre no mundo todo, com a maior preocupação com alimentação saudável e qualidade de vida”, completou. A demanda, explicou Juan Luciano, vem da indústria da alimentação e de bebidas.
O Brasil, para a ADM, é considerado estratégico nesse processo e Mato Grosso do Sul também. “Aqui temos toda a cadeia, desde o fazendeiro até o supermercado onde o produto final é vendido”, concluiu o presidente da ADM para a América do Sul, Walmor Schaffer.
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