Todos os envolvidos na ‘Máfia do Câncer’ tiveram seus bens sequestrados pelo juiz da 1ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande. São imóveis e dinheiro dos acusados num montante de R$ 51.381 milhões. Adalberto Abrão Siufi, ex-presidente do Hospital do Câncer, Betina Moraes Siufi Hilbert, ex-administradora do hospital, e dos empresários Issamir Farias Saffar e Blener Zan.
No total, o MPF (Ministério Público Federal) solicitou o bloqueio de R$ 102,7 milhões, sendo R$ 51,3 milhões de dano moral coletivo, R$ 35,7 milhões de multa civil e R$ 15,5 milhões de prejuízo aos cofres públicos, especialmente, do SUS (Sistema Único de Saúde).
A PGR (Procuradoria Geral da República), a CGU (Controladoria Geral da União) e a Polícia Federal constataram que houve superfaturamento de recursos do SUS, direcionamento nas compras, contratação de funcionários com supersalários, cobrança de tratamento realizado em pessoas que já morreram, entre outras irregularidades.
A operação aconteceu no dia 19 de março do ano passado, quando a Polícia Federal apreendeu documentos na casa de Siufi, na Neorad, no Hospital do Câncer e no Hospital Universitário. Após a investigação, Siufi foi afastado do comando do hospital e vendeu a Neorad, que até já mudou de nome.
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS