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Prefeitura vai assumir operação tapa-buracos depois de suspender serviços de empresa

17 setembro 2015 - 07h48 Por O Estado

A Prefeitura de Campo Grande organizou uma operação tapa-buraco “caseira” com atuação dos próprios servidores da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito). De acordo com o secretário de Governo, Paulo Pedra (PDT), o trabalho será feito pelos funcionários públicos municipais enquanto todos os contratos com empresas que prestam o serviço estão suspensos e sob análise.

Ainda segundo o secretário, não há previsão também para que os trabalhos das empresas privadas sejam retomados. “Vamos ter uma reunião com as empresas para readequar valor, que está muito além da nossa atual realidade. Atualmente, gastamos de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões por mês pelo serviço. Queremos baixar”, disse.

Antes do prefeito Alcides Bernal (PP) voltar ao comando do Executivo municipal, em 27 de agosto, o antigo secretário de obras, Valtemir Alves de Brito, havia divulgado um projeto da pasta de alugar uma máquina que seria manuseada pelos próprios servidores da Seintrha e realizaria o serviço de tapa-buraco, economizando o dinheiro público gasto com a terceirização. Sobre dar continuidade ao projeto, Pedra afirmou somente que “nada está descartado”.

A prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Seinthra continua executando o serviço com equipe própria, “porém em escala menor, atendendo locais em situação precária e urgências”.

Enquanto não há uma força-tarefa, as ruas e avenidas de Campo Grande “ganham” a cada dia um novo buraco, para o desespero dos motoristas. A situação ficou pior após as chuvas da semana passada.

Os borracheiros comemoram o aumento do movimento. “O movimento está bom para nós. Faço muito remendo e desamasso rodas também”, disse Timóteo Ortiz, 52, borracheiro da avenida Catiguá, no jardim Canguru – região sul de Campo Grande.

Na Vila Jacy – no sudoeste da cidade – o borracheiro Hélio Pereira, 54, trabalha há quatro anos no ponto da rua Brigadeiro Tobias e afirma que a demanda quase dobrou. “Geralmente faço umas cinco trocas e remendos por dia, mas agora já chego a fazer oito por dia. E tem buraco tão grande por aí que tem casos que não tem salvação o pneu ou o amassado da roda”, afirmou.

Para o prefeito Alcides Bernal (PP), o tapa-buraco não tem de ser prioridade. Durante uma agenda nesta semana, o chefe do Executivo municipal afirmou que quer economizar com os reparos para fazer mais recapeamentos. “Não dá para deixar nossa cidade como um queijo suíço, mas minha prioridade é a requalificação das vias urbanas que passa pelo recapeamento, como fiz na avenida das Bandeiras, na Spipe Calarge e Guaicurus. Temos que ter nossa força-tarefa, mas a própria prefeitura tem uma equipe muito pequena”, disse. 

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