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Funcionários da Solurb retomam greve depois de ficar em receber salário e ticket

8 outubro 2015 - 10h24 Por OEMS

Sem receber o salário de setembro e o ticket de alimentação de R$ 373, que deveria ter sido depositado no último dia primeiro, os 1080 funcionários da Solorb, empresa responsável pela coleta de lixo em Campo Grande, decidiram em assembleia na noite desta quarta-feira (7) retomar a greve.

O lixo já não foi recolhido na noite de ontem e os 32 caminhões coletores estão parados na garagem da concessionária. De acordo com o presidente da Steacc-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação), Wilson Gomes, após o atraso do vale, a empresa havia acordado com os trabalhadores que pagaria os dois valores ontem, o que não aconteceu e veio o anuncio de que a Solurb não tinha o dinheiro para realizar os pagamentos.

Em setembro, os funcionários da Solurb entraram em greve por dez dias por conta no atraso do apagamento. Na época a prefeitura precisou fazer um mutirão para amenizar os efeitos da paralisação.

Os trabalhadores aceitaram voltar ao trabalho após a prefeitura fazer um depósito judicial de R$ 1,5 milhão para o pagamento da folha salarial.

Após o anúncio da nova paralisação, a prefeitura emitiu uma nota informando que irá fazer um depósito judicial de R$ 1.568.800, referente ao pagamento do mês de setembro.

Nota na íntegra

Diante de mais um anúncio de greve por parte dos trabalhadores da empresa CG Solurb, em razão do não cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa, a prefeitura de Campo Grande informa que se dispõe a depositar judicialmente o valor do pagamento dos funcionários, da mesma forma como o fez no mês de setembro, quando depositou R$1.568.800,00, de modo a evitar que trabalhadores e a população sejam prejudicados.

No primeiro horário desta quinta-feira (8/10), será encaminhado à Justiça, por meio da Procuradoria Jurídica, o pedido de autorização para o referido depósito e também que este valor seja descontado do montante bloqueado das contas da Prefeitura.

A prefeitura informa ainda que esta medida (depósito judicial) se faz necessária até que todas as notas fiscais apresentadas pela empresa sejam auferidas para que não haja desperdício do dinheiro público, tendo em vista que a empresa recebeu, desde 19 de março de 2014, uma soma vultuosa – mais de R$ 145,4 milhões em 18 meses, cerca de R$ 7,5 milhões ao mês – valor este muito maior do que o estabelecido inicialmente no contrato – cerca de R$ 4,5 milhões ao mês).

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