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Trabalhadores da Energisa estão em greve e movimento já segue para segundo dia

1 dezembro 2015 - 10h21 Por Da Redação

Em greve desde ontem (30) os trabalhadores da Energisa-MS pretendem seguir com a paralisação até amanhã (2). Segundo o presidente do sindicato da categoria, Elvio Marco, “a greve acontece devido ao descaso do grupo Energisa na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016, que propõe a retirada de benefícios conquistados pela categoria ao longo dos anos”.

Os trabalhadores, representados pelo Sinergia-MS  (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia de Mato Grosso do Sul), pedem benefícios como a complementação do auxílio doença – importante para o trabalhador devido ao risco de algumas funções -, assim como o plano de saúde e o ticket alimentação, estão sendo reavaliados, o que pode prejudicar muitos profissionais.

Além disso, a Energisa-MS quer parcelar o pagamento da reposição da inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em duas vezes, sendo que 60% seria pago agora e o restante em março. “Também não querem pagar o retroativo. O grupo Energisa não valoriza seus trabalhadores e não tem comprometimento com a sociedade sul-mato-grossense”.

Em cumprimento à lei nº 7.783/89 será mantido a atendimento mínimo de serviços essenciais, evitando prejuízos para a população. Cerca de 70% dos trabalhadores da empresa no Estado – mais de 1 mil pessoas – aderiram à greve. “Caso as negociações não avancem, a greve vai continuar por tempo indeterminado”.

Por meio da assessoria de imprensa, a concessionária contesta a adesão ao movimento. “Colaboradores da Energisa que queiram trabalhar não podem ser barrados pelo Sindicato. Liminar obtida através de medida judicial, concedida à empresa por decisão do Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito João Marcelo Balsanelli, Titular da 6ª Vara do Trabalho em Campo Grande, determina que o Sindicato não impeça o livre acesso dos colaboradores da Energisa e prestadores de serviços que queiram trabalhar”.

A unidade de atendimento ao cliente localizada na avenida Calógeras, esquina com a rua Marechal Rondon permaneceu fechada, com membros do sindicato avisando aos clientes que o atendimento não seria realizado.

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