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Após chuva intensa na Capital e repercussão nas redes sociais, grupo organiza protesto

27 janeiro 2012 - 12h41

Todos os memes (temas que viram mania nas redes sociais) e polêmicas nacionais dão lugar à preocupação, relatos e piadas com o assunto do momento. Em Campo Grande nos sites de relacionamentos não se fala em outra coisa a não ser a chuva. Na tarde de ontem (26) choveu em 55 minutos quase a metade do esperado para todo o mês de janeiro deste ano.


De acordo com o meteorologista Natálio Abrão, foram 91 milímetros em 55 minutos, sendo que o esperado para este mês era de 210 milímetros. Até ontem, a Capital já havia atingido os 301 milímetros de chuva. O meteorologista explica que outro fator que contribuiu para as inundações de ontem, é que na quarta-feira também choveu e o solo estava saturado, impedindo a absorção da água e facilitando os alagamentos.


A chuva ficou mais forte no meio da tarde. Em horário comercial, muita gente estava na rua, trabalhando, e no final da tarde, a chuva continuou, e muitas pessoas que voltavam do trabalho tiveram que atravessar a cidade em meio ao temporal. As pessoas viam motocicletas caídas no chão, placas sendo derrubadas, e ainda sem visibilidade, acabavam sendo vítima dos buracos no asfalto do centro de Campo Grande.


“Na hora que a chuva começou, eu fui para o ponto. Não fiquei andando perto da enxurrada. É perigoso dirigir com aquela chuva, o carro estraga”, comentou o taxista Fúvio Lollli Gheti, 38 anos, que estava trabalhando no dia de ontem. Para o táxi, dia de chuva é dia de muito trabalho, pois as pessoas que costumam andar a pé ou de motocicleta, por exemplo, preferem solicitar o serviço de um taxista, mas com o temporal de ontem, os motoristas não se arriscavam. “Eu estava na Via Park, com muito custo consegui sair de lá, estava tudo transbordando. No ponto, que é o da Rodoviária, ficaram dois taxistas, teve gente que foi embora pra casa. Não dava pra chegar ao destino”, explica o motorista.


Fúvio também comenta que há ainda muitas falhas no asfalto da cidade. “Se for uma chuva fraca, tudo bem, da pra trabalhar. Mas como a de ontem, não tem condições. Perdemos a visibilidade e não conseguimos ver os buracos nas ruas, e fica perigoso cair em um deles". 


A chuva estava forte em todo o centro da cidade. Ate no Fórum de Campo Grande, que fica na Rua da Paz com a 25 de Dezembro, a água atrapalhou. Um estagiário de Direito que entrava no local chegou a ver motocicletas caídas na rua em meio à enxurrada. "Eu vi umas três motos caídas no chão. Fiquei com medo de cair uma árvore ou até mesmo o carro ser arrastado, disse Gabriel Ribeiro de Carvalho, 21 anos.


Protesto


Parte da população atribui a culpa pelo desastre, que incluiu o desaparecimento de um motociclista que foi arrastado pela chuva até um bueiro, a Prefeitura da Capital. São os comentários que se vê nas mídias sociais, até relacionamento o acontecido com a propaganda do IPTU. 


O professor universitário Djalma Silveira está liderando um grupo para fazer um protesto em frente ao Paço Municipal, na Afonso Pena. A manifestação está marcada para este sábado (28), às 8h.


"Não tem como a gente ficar parado. Moradores de diferentes regiões que estão sofrendo com esta situação vão participar do movimento. Queremos reivindicar e entender onde o nosso dinheiro esta sendo empregado, e mostrar nossa preocupação com essas obras da prefeitura", afirmou Djalma.


Uma obra de reordenamento do sistema viário no entorno do Shopping Campo Grande tinha a entrega marcada para este sábado, mas ficou totalmente alagada após a chuva e sua inauguração foi cancelada.


Ana Maria Assis

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