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Meio ambiente

Engenheiro florestal fala sobre arborização urbana em audiência pública na Câmara

3 junho 2013 - 15h06 Por Lucas Junot - com informações da Câmara Municipal

 A Audiência Pública realizada na manhã desta segunda-feira (3) discutiu a importância da arborização para a qualidade de vida e para a preservação do meio ambiente, principalmente em áreas urbanas.

O debate faz parte das comemorações da Semana Mundial do Meio Ambiente e foi promovido pela Comissão Permanente de Meio Ambiente, composta pelos vereadores Eduardo Romero (presidente), Engenheiro Edson (vice), Chiquinho Telles, Airton Saraiva e Flávio César.

Durante a reunião, foi entregue o Título de Visitante Ilustre da Cidade de Campo-Grande ao engenheiro florestal Miguel Milano, que participou da audiência, que debateu temas como o plantio de árvores por compensação ambiental, TAC´s, plano de arborização, situação de árvores centenárias, Programa Via Verde, produção dos viveiros, segurança do mobiliário urbano, eficácia dos serviços de poda e remoção. A comenda foi outorgada por meio do Decreto Legislativo n° 1.655/13, de autoria do vereador Eduardo Romero.

De acordo com Miguel Milano, regiões arborizadas tem de 2 a 3° C a menos do que áreas não arborizadas. “Com o plantio de árvores isso muda rapidamente, se eu tiver muitas árvores vai fazer muita diferença no clima. Estando sob a sombra de uma árvore e de uma marquise você vê a diferença. Sem contar os outros aspectos que estão relacionados, como a redução do pó, as árvores não eliminam o pó, mas tiram do ar e deixam no chão, removendo temporariamente, assim como os poluentes gasosos”, alegou.

Em sua explanação, Milano apresentou aos presentes a contribuição da arborização urbana. “As árvores contribuem também para a estética da cidade. Há uma comprovação cientifica da valorização das propriedades, pois ruas arborizadas e bem tratadas são mais valorizadas do que ruas menos arborizadas e mal tratadas. Mas isso sem planejamento não é possível, tem que pensar no futuro, não adianta pensar o passado e o presente também não adianta. O solo das cidades é diferente e tem que tratar a arborização dentro do ambiente delas. Adaptadas a essas dificuldades urbanas, ou seja, temos que priorizar plantas que não tenham problemas com pragas, para não ficar jogando veneno sempre. A verdade é que as cidades precisam de árvores e isso fica cada vez mais claro”, reforçou Milano.

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