Está marcada para as 8h30 da próxima segunda-feira (20), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, audiência para ouvir o depoimento de testemunhas de defesa e o interrogatório dos três homens e de uma mulher acusados de envolvimento no assassinato de Cláudia de Araújo Mugnaine e Regina Bueno França.
Elas foram encontradas mortas no dia 1º de dezembro de 2010 na casa de Cláudia, localizada no Bairro Jardim Tijuca, em Campo Grande.
Na audiência serão ouvidas as testemunhas de defesa do acusado Weber de Sousa Barreto. Além disso, ele será interrogado, como também os irmãos, Cristian Rantagne Cassedo, e Éder Rantagne Cassedo, e ainda a mulher Lorraine Rory Silva.
O mandante seria Éder Rantagne que requereu a instalação de incidente de insanidade mental. Em despacho, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, anunciou que decidirá sobre o pedido após o interrogatório do acusado.
No dia 16 de maio a 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça, por unanimidade, negou a ordem do habeas corpus impetrado por Lorraine Rory Silva. Todos os réus estão presos.
O crime
Cláudia e Regina foram encontradas mortas no dia 1º de dezembro. Os corpos só foram encontrados porque familiares de Cláudia souberam que ela não foi trabalhar e contrataram um chaveiro para abrir a casa.
Cláudia estava no quarto dela e Regina, no de hóspedes. As duas foram deixadas da mesma forma: com as mãos amarradas para trás e pescoços envoltos em fios. Nas paredes, muitas marcas de sangue e uma trilha feita com um calçado com solado semelhante a um tênis. A pia do banheiro também estava cheia de sangue. O celular de Cláudia não foi encontrado no local.
Conforme boletim de ocorrência, Cláudia foi vista pela última vez no dia 30, por volta das 20 horas, quando se encontrou com um vizinho, que levou uma calça para ela. O carro de Regina foi encontrado na quarta-feira (1º), com as portas abertas, às 8 horas da manhã, na frente da casa da amiga.
Os familiares da acadêmica não sabiam que aquela casa era de Cláudia e, por isso, mandaram rebocar o veículo. Os parentes de Regina souberam da morte quando registravam boletim de ocorrência de desaparecimento. Regina Bueno era testemunha em processos em que os réus são integrantes de facção criminosa.
Ceyd Moreles
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