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Polícia

Zeolla é condenado a oito anos de semiaberto

22 junho 2011 - 04h47 Por Markito

Carlos Alberto Zeolla, 46 anos, foi condenado a oito anos de prisão pela morte do sobrinho, Cláudio Alexander Joaquim Zeolla, 23 anos. O réu foi julgado ontem (21) e após o julgamento seguiu para a clínica psiquiátrica onde estava internado. Por ter já ter cumprido parte da pena, Zeolla cumprirá em regime semiaberto.

Zeolla matou seu sobrinho com um tiro na nuca, porque ele havia agredido seu pai, Américo Zeolla, na época com 86 anos, na noite anterior ao crime.

A sentença foi de que o réu deve responder pelos crimes de homicídio qualificado privilegiado e de entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada.

Zeolla é procurador de justiça aposentado, e em sua defesa funcionários públicos falaram sobre sua postura profissional, “dedicado e correto”.

Cálculo de Pena

Sem antecedentes criminais, Zeolla foi condenado a oito anos pelo crime de homicídio, que tem pena fixa de 12 a 30 anos de reclusão, mas que foi reduzida no caso do procurador de justiça devido a atenuantes e causas de diminuição de pena apresentadas pelo advogado de defesa, Ricardo Trad.

Em relação às circunstâncias judiciais, a culpabilidade do réu foi considerada de médio grau, pela conduta criminosa. O motivo do crime foi bem aceito pelo Conselho de Sentença e as circunstâncias foram consideradas normais e não prejudiciais a Zeolla.

Sem agravantes que poderiam aumentar a pena, uma das atenuantes é que o réu confessou o assassinato por meio de confissão espontânea, o que reduziu a pena em 6 meses, fixando-a em 12 anos. Por fim, a pena foi reduzida em um terço, por que o Conselho de Sentença entendeu que Zeolla agiu por estar muito nervoso, em violenta emoção que foi determinante, e o cálculo de pena ficou em oito anos, que será cumprido em semiaberto porque o réu permaneceu preso durante todo o tramitar processual, ou seja, já cumpriu parte da pena.

No entanto, Zeolla voltou para a clínica psiquiátrica por haver recomendação médica neste sentido.

Devido o crime não ter ligação com seu cargo de procurador de justiça, e também o fato de ele já estar aposentado, a pena nada influencia em seu ganho mensal.

Ana Maria Assis

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