Hugleice confirmou que tinha relacionamento com Marielly e poderia ser o pai do filho que ela esperava
O caso da morte de Marielly Barbosa Rodrigues está perto de sua conclusão. O principal suspeito, o cunhado, Hugleice da Silva que já chegou a negar qualquer envolvimento no crime, dias depois assumiu ter levado a jovem para fazer o aborto em Sidrolândia. E em novo depoimento prestado nesta tarde (21) admitiu que teve relacionamento com a moça e que o filho que ela esperava poderia ser dele.
Acompanhado do seu advogado, José Roberto Rodrigues Rosa, Hugleice confessou a nova versão ao delegado Fabiano Nagata, na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) da Capital.
O advogado de Hugleice disse que o cliente confessou que teve um relacionamento sexual com a jovem na época em que estavam no Mato Grosso. "Meu cliente revelou que a participação dele era maior. Ele não só levou a jovem como entrou na residência de Jodimar", disse José Roberto.
Confirmou também que seu cliente e Jodimar viram Marielly morta, logo após o aborto ter sido mal sucedido. "Ele viu Marielly morta. No desespero, eles colocaram o corpo dela em uma espécie de caixão que tinha na casa de Jodimar, e a colocaram na camionete, se dirigindo até o local onde despositaram o corpo da jovem", contou Rodrigues Rosa.
José Roberto, afirmou que sempre orientou seu cliente a contar a verdade desde o início e somente agora com todas as indicações do seu envolvimento no caso, ele resvolveu confessar.
"Manteremos o mesmo quadro defensivo e tentaremos a liberdade provisória do Hugleice até o seu julgamento", avisa o advogado.
Durante a confissão, foi revelado que a principio o valor cobrado por Jodimar foi R$ 1 mil reais, depois reduzido a R$ 500.
Helton Verão
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