O inquérito sobre a morte da jovem Marielly Barbosa foi finalizado na tarde de ontem (3). O delegado responsável pela investigação, Fabiano Nagata afirmou ao MSREPÓRTER nesta manhã que a versão do cunhado da jovem, Hugleice da Silva, 27 anos, vai ao encontro dos depoimentos de diversas testemunhas ouvidas, o que foi decisivo para a conclusão das invetsigações.
O cunhado confessou que levou a menina até a casa de Jodimar Ximenes Gomes, 40 anos, em Sidrolândia, para que ela fizesse o aborto que causou sua morte. Primeiramente, ele disse que não acompanhou a execução do crime até o fim, e que esperou a garota na porta da casa de Jodimar, até ser informado de que algo deu errado e em seguida, foi embora sem acompanhar o destino que teria o corpo. No entanto, dias depois, resolveu confessar a participação no crime de aborto e de ocultação de cadáver, que segundo ele, foi possível com a ajuda de Jodimar. Esta versão, com a participação direta dos dois suspeitos que já estão presos, é a principal adotada pelo inquérito, baseado nos depoimentos das testemunhas e nas provas identificadas nas diversas diligências realizadas pela Polícia Civil.
Nagata prefere não especificar as provas, mas destaca que elas são “fortes e precisas”. Após fechar o inquérito, o delegado foi para Sidrolândia a fim de acompanhar mais uma tarde de perícia na casa de Jodimar, onde teria sido feito o aborto que causou a morte da menina. Ele explica que embora a investigação pela polícia tenha sido finalizada, caso seja necessário, ainda poderá acompanhar mais diligências a respeito do caso. Nagata também informou que ainda há laudos da perícia para serem entregues, como a confirmação de marcas de sangue na caminhonete usada por Hugleice e nos móveis e chão da casa de Jodimar. Estes laudos quando prontos serão encaminhados para serem anexos ao processo.
Uma amiga de Jodimar também prestou depoimento à polícia e disse que estava na casa no dia em que Marielly procurou fazer o aborto.
A testemunha confirmou parte da versão de Hugleice, dizendo que viu Jodimar levando a menina para o quarto e o cunhado dela esperando em frente à casa, mas que percebeu que houve complicações na tentativa de aborto, e que Jodimar tentava reanimar a garota, quando assustada, foi embora para a sua casa e não viu o desfecho da cena. Ela, que trabalha com Jodimar, chegou a depor na frente dele, confirmando a história, e ainda disse que ele chegou a ameaçá-la para não contar nada à polícia.
Ana Maria Assis
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