Cleidival Antônio Vasques Bueno, de 47 anos, foi condenado pela Justiça a 16 anos de prisão, em regime fechado, por ter assassinado a colega de trabalho Elaine Orlando Viana Yamazaki, no dia 13 de março de 2009. A decisão foi anunciada ao final do julgamento realizado nessa sexta-feira (05).
O júri popular teve quatro votos a favor da condenação. A defesa pretende recorrer da decisão.A sentença expedida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Juri, foi feita com base na condenação de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Mesmo com o julgamento Cleidival fica em liberdade provisória por conta do benefício do habeas corpus, concedido pelo Tribunal de Justiça (TJ/MS). Os policiais eram lotados na Delegacia Especializada de atendimento à Mulher (DEAM). Segundo apontaram as investigações os dois teriam um relacionamento amoroso.
O advogado de defesa, René Siufi, tentou sustentar que o tiro teria sido acidental, alegação que foi mantida durante o júri, mas não foi suficiente para livrá-lo da pena. Elaine era casada e tinha uma filha, hoje com 12 anos, fruto do relacionamento com o marido.
Crime
No dia 13 de março de 2009, por volta das 4h40, na Rua Primeiro de Julho, esquina com a avenida Salgado Filho, na Vila Carvalho, o condenado efetuou um tiro que atingiu o rosto da vítima. Ela morreu no local do crime.
A vítima, conforme informações, estava retornando para sua casa, depois de sair da faculdade, quando, no meio do caminho, foi abordada pelo policial que pilotava uma motocicleta pedindo para que ela estacionasse o veículo. Ambos começaram a conversar dentro do veículo da vítima sobre o relacionamento amoroso que mantinham e foi então que ele efetuou o tiro de pistola, calibre 40.
O Ministério Público narrou que o acusado agiu por motivo fútil, pois queria explicações da vítima sobre alguns recados deixados por ela numa página de relacionamentos que ela mantinha na internet. Consta ainda que, na manhã do ocorrido, o policial apresentou-se na Delegacia de Polícia, confessando os fatos e entregando a arma do crime, mas sustentou que o disparo foi acidental. Por meio de habeas corpus, o acusado foi posto em liberdade desde o dia 8 de agosto de 2009.
Ceyd Moreles
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