Ângelo Antônio dos Santos, 74 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (8) na edícula que morava, nos fundos da casa de seu irmão, João Antonio de oliveira, 71 anos. O caso aconteceu no Jardim Caiobá em Campo Grande. A causa da morte teria sido asfixia. O idoso teria tentado sair da casa, mas não conseguiu abrir o cadeado, que segundo informações, estava trancado do lado de fora.
“Neguim”, como era conhecido por amigos e familiares, morava sozinho e não tinha mulher e filhos. Ele mora na edícula há três anos, quando teve de sair da fazenda onde vivia para tratar de problemas de saúde.
De acordo com a sobrinha da vítima, a açougueira Alexandra Amado dos Santos, 22 anos, Angêlo fumava muito e tentava há vários anos largar do vício da bebida. A mistura de álcool com bituca de cigarro poderia ter relação com a morte do aposentado, conforme opinião de Alexandra.
O irmão de Ângelo, João Antonio disse, segundo sua filha, que chegou em casa ontem por volta da meia noite e que só percebeu algo estranho quando acordou hoje pela manhã. Foi até os fundos e encontrou a porta fechada com um cadeado para o lado de fora. Em seguida teria arrombado a porta e acionando o Corpo de Bombeiros. A perícia chegou na residência por volta das 9h.
O MSREPÓRTER conversou com alguns vizinhos próximos da casa incendiada. Pelo fato de ser comum no bairro colocarem fogo em lotes e lixos, ninguém percebeu que poderia ser uma tragédia.
O carpinteiro e aposentado Gracinco Luiz Pinto, 67 anos, vizinho do lado, contou que Ângelo era conhecido e querido por todos.
Outra vizinha, Lurdes de Assis, 54 anos, comentou que o idoso era independente e que por diversas vezes comentava que cozinhava e fazia afazeres domésticos. Ela conta também que o pessoal da casa saia muito e que geralmente Ângelo ficava sozinho.
O fogo tomou contas dos três cômodos da edícula: quarto, banheiro e cozinha. Uma garrafa de vinho foi encontrada perto da porta da cozinha, quebrada e também retorcida devido ao incêndio. No quarto, ainda alguns pares de sapatos da vitimas enfileirados e a televisão destruída pelo fogo, enquanto que, da cama, só sobrou parte da cabeceira.
Entrando no local após a tragédia, a imprensa se deparou com um mau cheiro incomum. Além dos resquícios das cinzas, do esperado cheiro de queimado deixado pelo incêndio, havia uma forte mistura de odores, como se tivesse apodrecido algo lá dentro.
Com vários fatos até agora não explicados, as circunstâncias do crime não foram detalhadas e o material foi encaminhado à perícia nesta manhã. O dono da residência e irmão da vítima presta depoimento na Depac do Centro.
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