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Polícia

Adolescente que matou jovem de 16 anos foi apreendido pela Deaij

19 agosto 2011 - 07h17 Por Markito

Na tarde de ontem (18), investigadores da Delegacia Especializada da Infância e Juventude (DEAIJ) apreenderam o adolescente responsável pela morte do jovem Jhonny Kaique Dos Santos, de 16 anos de idade, que foi assassinado com um tiro de arma de fogo no abdômen nesta semana.

O autor do crime fugiu do local após matar Jhonny e se escondeu na casa de parentes.

Desde a morte do adolescente, os policiais realizaram diversas diligências para encontrar o menor. Ele tinha escondido a arma do crime na casa de um amigo.

Em depoimento, o adolescente disse que o disparo foi acidental. Ele foi encaminhado à UNEI Novo Caminho.

Dor e instabilidade

Para o padrasto de Jhonny, Sebastião Vivareli Santana, de 42, a situação é de dor e instabilidade. “Está difícil a convivência dentro de casa sem o Jhonny. Eu estou ficando mais na casa da minha irmã. Por mais que a Justiça seja feita, nada vai trazer ele de volta. Não é fácil”, afirmou Sebastião.

Ele também falou sobre a insegurança que sofre junto da família. “A gente fica pensativo, o medo é de soltá-lo rápido por ele ser menor de idade”.

Sebastião está casado com a mãe de Jhonny, Marisa dos Santos, de 34 anos, há quase 15 anos e diz que o criava como filho. “Ele nunca me deu trabalho. Um menino bom, que tirava notas boas e estava com planos de trabalhar”, destaca.

O Caso

Jhonny Kaique dos Santos, de 16 anos, foi assassinado na Rua Clevelândia, bairro Aero Rancho, em Campo Grande. O autor do disparo seria um adolescente, de 15 anos, com diversas passagens pela polícia.

A vítima foi atingida por um tiro em frente da própria casa, no momento em que se deslocava para o ponto de ônibus, às 14h desta segunda-feira. Conforme a família, ele iria até o Ministério do Trabalho solicitar a primeira via da carteira profissional.

O suspeito estava à pé, e após atirar saiu correndo e não foi mais visto. O menor infrator está sendo procurado pela polícia. Ele tem passagem por lesão corporal, ameaça, desordem, adulteração de sinal de veículo e violência doméstica. Segundo informações da polícia, o registro de violência doméstica foi feito pelo pai do menor, que estava sendo ameaçado de morte.

A polícia suspeita que ele tenha envolvimento com o tráfico de drogas.Já a vítima, Jhonny Kaique não tinha passagens pela polícia. O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Atendimento a Criança e Juventude (Deaij).

Ana Maria Assis

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