As irmãs, vítimas de abuso sexual, cometido pelo padrasto, esperam por justiça e dizem que enquanto o marido da mãe delas não estiver na cadeia, não poderão viver em paz. “Sempre vivemos com medo, mas agora esse tempo acabou, chega de injustiça”, desabafa a mulher de 26 anos. Ela conta que foi abusada pelo padrasto dos 12 aos 17 e que foi expulsa de casa pela própria mãe, que, segundo ela, sabia dos crimes cometidos pelo próprio marido.
A adolescente, de 16 anos, saiu da casa da mãe e está morando com a irmã, no bairro Bosque da Esperança, em Campo Grande. Ela conta que é vítima de estupro desde os 10 anos de idade. Envergonhada, tímida e abraçada pela irmã mais velha, a menina disse que agora está mais segura e que não vai voltar para casa da mãe. A menina realizou exame para comprovar a conjunção carnal nesta manhã (29).
Com mais três filhos, frutos do casamento com o padrasto suspeito de estupro, a mãe das meninas nunca denunciou o homem, porque não quer que ele saia de casa e também porque gosta muito dele. “Ele bate nela, mas ela é submissa, vai ser sempre assim”, relata a vítima, de 26 anos.
O suspeito, de 43 anos, mora no Jardim Noroeste, não tem emprego fixo e costumeiramente é encontrado embriagado.
Atitude
A coragem de enfrentar o padrasto surgiu nesse domingo, quando as irmãs decidiram procurar a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário para fazer a denuncia depois que a avó das meninas teria visto o padrasto dando um beijo na boca da vítima ontem.
A vítima, de 26 anos, já entrou na justiça para cuidar do irmão mais novo, que também já está morando com ela e o marido.
Foram elaborados dois Boletins de Ocorrência, sendo um na Delegacia da Mulher e outro na Delegacia de Proteção à Infância e Juventude, na Capital. O suspeito deve ser intimado para prestar esclarecimentos.
Ceyd Moreles
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