Traficante já foi identificado e polícia faz diligências para prendê-lo
A Polícia Civil apresentou na sede da Delegacia Geral, o adolescente, de 16 anos, que matou, com três tiros a queima roupas, Edison Antônio Sforcini Júnior, de 22 anos, no último domingo, no bairro Coophavila, em Campo Grande. Com diversas passagens pela polícia por tráfico de drogas, assaltos e atentado violento ao pudor, o menor, assume sem medo, a autoria do primeiro homicídio, cometido contra o amigo de infância. O resultado das investigações e os motivos do crime foram relatados na tarde dessa quinta-feira (01/09), pela delegada Maria de Lourdes Cano, da Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude.
Edison Antônio Sforcini Júnior, foi atingido por três tiros, sendo um na cabeça, outro na região dos olhos e um terceiro, na mão, o que segundo a delegada, indica que a vítima ainda tentou se defender.
Durante diligência policial no bairro Parque do Sol, o menor foi localizado na Rua Manoel Marcelino Rodrigues e tentou fugir pulando vários muros. A polícia fez um cerco na quadra e conseguiu apreendê-lo. Edinaldo dos Santos Silva, de 22 anos, também está preso por ter emprestado a arma do crime ao menor. Segundo a delegada, em depoimento Edinaldo disse que não sabia que a arma seria usada para cometer um crime, e que o menor infrator alegou apenas que iria fazer “dinheiro”, que na gíria do crime significa cometer um assalto.
Edinaldo tem passagens por vários roubos, assaltos à mão armada, e participou também em um dos assaltos, ocorrido no Supermercado Pires, no bairro Caiçara, farmácias e postos de combustíveis.
Motivo do crime
O crime teria sido instigado por um traficante que já foi identificado e está sendo procurado pela polícia. O menor infrator e a vítima, pegaram uma carga de maconha no valor estimado de R$ 300,00 mas ao invés de vender, consumiram toda droga. “Ao cobrar o valor da droga, apenas Juninho teria conseguido R$ 30,00 para tentar quitar a dívida com o traficante, mas esse dinheiro nem chegou até ele, parou nas mãos do menor, que foi incentivado a matar a vítima”, relatou a delegada.
A polícia entende o ato como acerto de contas. No dia do crime, o autor chegou a ligar no celular da vítima, para que ela fosse até o portão do sítio. “A mãe do Edison viu tudo. Viu o momento em que seu filho levou os tiros e caio ao solo. Mas já era tarde. Ele estava morto”, disse Maria de Lourdes. Na delegacia, o menor disse, diante da mãe da vítima, que não se arrepende do que fez, e que se tivesse que matar Juninho novamente, o faria.
A mãe da vítima contou à delegada que sabia do envolvimento do filho com as drogas e também com traficantes. Disse que todas as vezes que tentou tirar o filho do mundo do vício foi em vão. O rapaz, inclusive já tinha um registro na polícia por tráfico de drogas.
O menor infrator, apontando como autor dos disparos deve ser encaminhado para a Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco. O local recebe adolescentes que respondem na justiça por crimes mais pesados, como homicídio. O acusado já esteve apreendido, mas fugiu da Unei Novo Caminho no dia 28 de fevereiro, sendo recapturado três dias depois. No dia quatro de junho desse ano deixou a Unei por conta de um alvará de soltura, expedido pela justiça. Agora, com o agravante do homicídio, a delegada acredita que ele vá ficar pelo menos três anos apreendido, conforme prevê a lei.
Ceyd Moreles
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