Menu
Busca domingo, 16 de agosto de 2026
Polícia

Pedófilo estupra crianças com consentimento da esposa gestante

8 setembro 2011 - 06h30 Por Markito

A Polícia Civil apresentou nesta manhã um homem de 34 anos que está sendo indiciado por estupro de vulnerável, por ter cometido atos libidinosos com três crianças (uma de 10 e duas de 12 anos), além de ter chegado à conjunção carnal com uma menina de 12 anos. Gustavo Frederico de Miranda, técnico em informática, está preso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, e negou á imprensa as acusações das crianças e das mães. O fato ocorreu na Vila Neuza, região da Vila Násser em Campo Grande.

Gustavo era amigo próximo das famílias das vítimas, sendo que duas das crianças são primas e as outras são apenas vizinhas. A esposa dele, que participava dos atos libidinosos, ainda não foi presa porque estava grávida e o parto ocorreu ontem (7). A mulher também era amiga das famílias e, quando rompeu um relacionamento anterior ao que tem com Gustavo, já chegou a morar na casa da mãe da menina de 12 anos que foi estuprada.

Conforme depoimento da criança, a mulher de Gustavo pedia para que ela passasse as mãos no órgão genital de seu marido, assistia e participava da cena de estupro.  A menina foi estuprada pela última vez há cerca de um mês, mas o crime vem sendo praticado desde janeiro deste ano. A criança de 10 anos, com quem a prática não chegou à conjunção carnal, afirmou que os atos libidinosos começaram quando ela tinha seis anos.

Pedofilia

“Você tem medo de homem?”, dizia Gustavo ao abraçar as garotas. À imprensa ele negou inclusive que fazia esta pergunta, disse que “tudo é invenção”. No entanto, foram feitos exames nas crianças, elas não possuem o hímen rompido, mas uma delas, a que sofreu a conjunção carnal, possui hímen complacente, que segundo o delegado Divino Furtado de Mendonça, que investiga o caso, é quando há relação sexual, mas o hímen não é rompido.  Ainda conforme o delegado, Gustavo, informalmente, admite que praticou relação sexual com a menina de 12 anos e alega que ela não era mais virgem. “Ela ser ou não virgem, não importa, mesmo se ela já tivesse praticado relação sexual com outro homem, ainda assim, o fato configura estupro de vulnerável conforme a lei”, explicou o delegado.

As crianças que sofreram os atos libidinosos contam que quando estavam a caminho da casa do avô foram abordadas por Gustavo. Ele as convidou para tomar sorvete. Gustavo as levou para uma sorveteria conhecida da cidade, conforme o delegado, e depois, as convidou para ir até a sua casa. Indo para a residência, dirigindo, quando tinha de pegar na caixa de câmbio, Gustavo aproveitava para passar a mão nas pernas das crianças, para as quais ele tinha pedido que sentassem no banco dianteiro. Embora ter “passado as mãos” nas crianças, ele não chegou a ter conjunção carnal com elas.

A menina de 12 anos, que foi estuprada, afirma que era obrigada a manter relação sexual com ele cerca de duas vezes ao mês, e todas as crianças contam que sofriam ameaças, que ele “acabaria” com a vida delas e de suas mães. Os atos ocorriam sempre na residência dele, que mora na mesma região em que as famílias das vítimas, e as meninas contam com detalhes da sua casa e de como o crime ocorria.

Descoberta

O crime só foi desvendado, porque na última terça-feira (6), Gustavo pegou a menina de 12 anos na escola onde estuda. A mãe soube e começou a ligar no celular dela e mandar mensagens. Como a menina mostrou a mensagem a ele, Gustavo levou-a de volta para a escola. Quanto a este fato, Gustavo afirma que ela queria faltar aula, e então ele a pegou na escola e a convenceu a voltar para a aula depois.

A mãe da criança desconfiou, e ao buscar a menina começou a perguntar até obter a resposta sobre o comportamento de Gustavo. Consultando as outras mães, que sabia que também eram amigas dele, acabou descobrindo sobre as outras crianças e denunciou o fato á polícia. Conforme o delegado Mendonça, moradores da região e as famílias queriam “fazer Justiça com as próprias mãos”, e então, ele foi preso na tarde de ontem (7) e hoje pela manhã foi decretada a prisão temporária de Gustavo.

Gustavo não tem ficha na polícia e era de plena confiança das mães das crianças. Descalço e de aliança dourada na mão esquerda, na manhã de hoje ele foi apresentado pela polícia ainda bem vestido, de calça jeans e camiseta de marca. Conforme o delegado, as crianças ainda serão ouvidas por especialistas para que se possa ter certeza sobre as circunstâncias do crime.

Embora permanecer de cabeça baixa e, na maioria do tempo, calado, Gustavo disse que as meninas não ficavam na casa dele, que ele só as via na rua. Negou, ainda, que abordou as crianças quando iam para a casa do avô. Quando questionado sobre o exame cujo resultado foi hímen complacente, Gustavo apenas disse “comigo não”, sugerindo que a criança tivesse relação sexual com outra pessoa. Ele afirmou que conhecia essas família porque as ajudava, inclusive financeiramente. “Foi uma conversa que surgiu porque as pessoas sabiam da amizade que eu tinha com as famílias, e então a mãe da criança inventou isso”, disse ele se defendendo.

Ana Maria Assis

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: