A Delegada de Polícia Maria de Lourdes Cano, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), encerra nesta tarde o caso trágico que terminou na morte da menina Ana Carolina Alvício dos Santos, de 12 anos, na última terça-feira (06), no bairro José Pereira, em Campo Grande. Somente hoje, a delegada ouviu nove testemunhas que estariam direta ou indiretamente envolvidas no crime.
Os investigadores e escrivães, empenhados na solução do caso, confirmaram que a arma utilizada pelo adolescente, de 13 anos, pertence ao pai dele, Laerte Francisco Cirilo, de 42 anos. Conforme a Delegada, a arma não tem registro e foi adquirida há cerca de seis meses na Avenida Afonso Pena, no espaço conhecido como “Pedra”, de venda e revenda de veículos.
“Este caso exigiu uma atitude rápida. Se demorássemos, os envolvidos poderiam ter sido facilmente manipulados”, destacou a delegada. Em depoimento o menino, colega e vizinho da vítima, disse que chegou a tirar as balas do tambor do revólver, mas por “não saber manuseá-lo, uma bala ficou e ao apontar contra a vítima, disparou”.
O adolescente está apreendido na Unidade Educacional de Internação Los Angeles, na Capital e será indiciado por homicídio doloso, por ter assumido o risco de matar alguém ao manusear a arma. O pai do menino, que é vigilante e entregador de pizza, será responsabilizado por porte ilegal de arma de fogo e responderá o processo em liberdade.
Versões
Na noite do crime, o menor infrator disse que teria comprado a arma por R$ 20,00. Versão que logo foi descaracterizada pela Polícia por conta do baixo valor. Outra desconfiança foi o fato da arma ter sido guardada em um coldre e, quando questionado na delegacia, o adolescente demonstrou não saber manusear a arma.
Ainda em depoimento, o pai do menino disse que não sabia que o filho havia encontrado a arma. Que o objeto era guardado em gavetas, dentro de uma mochila, ou dentro do guarda-roupas dele.
Para a família da menina, resta a dor inconsolável da perda. Hoje pela manhã a mãe de Ana Carolina declarou que pretende mudar-se do bairro onde mora há 15 anos.
Ceyd Moreles
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