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Polícia

Jornalista da Capital tem cheque adulterado e prejuízo superior a R$ 2 mil

8 outubro 2011 - 12h32 Por Markito

Durante a conferência do extrato de sua conta corrente no banco, o jornalista Denilson Pinto, de 43 anos, teve nesta sexta-feira (7) uma desagradável surpresa.

Ao notar o desconto de mais de R$ 2 mil, Denilson conferiu suas transações e descobriu se tratar de um cheque que havia passado no valor de R$ 23. “No dia 25 de setembro fui a uma pizzaria que costumo frequentar e paguei com cheque. Para minha surpresa, pelo número constatei que ele foi adulterado e descontado com o valor de R$ 2,3 mil”, conta o jornalista.

Imediatamente, Denilson entrou em contato com seu banco, que ficou de verificar as informações no prazo máximo de cinco dias. Em seguida, foi até a pizzaria onde o pagamento foi feito. “O proprietário disse que recebeu meu cheque de R$ 23, mas que em outro dia um homem branco, alto e magro se apresentou como meu funcionário, e tinha informações sobre o cheque. Por isso ele aceitou trocar o documento”, revela.  

O jornalista acredita que alguém que trabalha no local pode estar envolvido no golpe. “Achei a explicação muito estranha, se ele tivesse passado meu cheque para algum fornecedor, ou para alguém que pudesse identificar tudo bem. Mas como ele dá meu cheque para uma pessoa que chega dizendo que fala em meu nome sem me consultar? O meu telefone estava escrito no verso, antes de passar o cheque assim, deveria ter me ligado”, afirma.

Denilson registrou queixa de estelionato na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. “É impressionante a facilidade que as pessoas que agem com má fé têm de prejudicar os outros. Alguém de dentro do local deve estar envolvido, e eu espero que o caso seja solucionado”, completa o jornalista.

Como se proteger

Denilson é apenas mais uma das inúmeras pessoas que sofrem golpes desse tipo a cada dia. “No caso dos cheques, existem dois tipos de estelionato: a adulteração e a clonagem”, explica o delegado plantonista da Depac Centro, João Eduardo Davanço. Ele esclarece ao MSREPÓRTER a diferença entre os dois crimes. “Adulteração é o que aconteceu nesse caso, quando a pessoa dá um cheque e o valor dele é mudado. Já a clonagem ocorre com a reprodução destes documentos, com números copiados do original”. 

De acordo com o delegado, a primeira coisa a se fazer ao constatar o golpe, é entrar em contato com a instituição bancária e pedir a microfilmagem, que é a cópia do cheque. “O ideal é que a vítima se apresente na delegacia com a cópia do documento em mãos. Ela pode trazer o canhoto para mostrar o valor passado, e no caso de clonagem, pode trazer a folha original em branco”, revela.

Davanço afirma que mesmo obtendo a restituição do valor, é importante registrar a queixa na delegacia. “Normalmente, nesses casos de fraude bancária, a instituição restitui o cliente, existem seguros que cobrem esses prejuízos. Mas o registro do boletim de ocorrência é importante, é o início de tudo. Depois dele, a polícia investiga quem descontou ou depositou o cheque”.

Para evitar ser vítima deste tipo de crime, o delegado aposta na segurança no dinheiro ou do cartão. “O cheque é um documento que tem muitos dados da pessoa, é muito mais vulnerável a golpes do que o dinheiro ou o cartão, que trazem mais segurança tanto para quem usa quanto para quem recebe, dado o alto índice de inadimplência causado por cheques sem fundos”.

Se for imprescindível a utilização, Davanço lembra que alguns pequenos cuidados podem evitar uma grande dor de cabeça. “Passe apenas para pessoas conhecidas ou de confiança. Além disso, costume cruzar o cheque e colocá-lo nominal ao recebedor no ato do preenchimento, assim, pelo menos, ele se tornará menos interessante para os golpistas de plantão”.

Camila Bertagnolli

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