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Polícia

Acusado de matar homem com golpes de marreta muda depoimento

27 dezembro 2011 - 12h18 Por Markito

O acusado do assassinato de Paulo Roberto Vinhal, de 59 anos, a golpes de marreta, e do roubo do veículo Fiat Uno e alguns objetos da vítima, mudou a versão em depoimento na manhã desta terça-feira ao delegado Geraldo Barbosa.

Ao contrário do que havia dito em depoimento na última segunda-feira (26), Guilherme Henrique da Silva, 19 anos, disse que não tinha um relacionamento com a vítima e que prestava serviços de pintor a Paulo Roberto Vinhal.

A mudança na versão ocorreu após a família da vítima constatar o fato de Paulo Roberto ser homossexual. De acordo com o delegado, a vítima tinha doze filhos e já teve várias mulheres. No novo depoimento, o acusado disse que prestou serviços de pintor nas casas que a vítima construía no Bairro Tiradentes.

Guilherme revelou ainda que matou o homem depois de uma discussão em que a vítima disse que só o pagaria após a conclusão do serviço. Conforme o delegado, a família confirmou a informação das casas que estavam sendo construídas e encontrou uma lista com nome de pessoas que prestavam serviços à vítima em que aparece o nome de Guilherme. As investigações devem continuar para confirmar as verdadeiras circunstâncias do crime.

Prisão

O crime ocorreu na noite do dia 23, em um bar que pertencia a vítima. Guilherme Henrique da Silva foi preso e prestou depoimento nesta segunda-feira (26), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga, em Campo Grande.

De acordo com a Polícia, Guilherme Henrique da Silva foi preso após ser avistado pela filha de Vinhal andando com o carro da vítima. A moça questionou o rapaz sobre o dono do veículo e o jovem respondeu que o mesmo tinha viajado. A filha da vítima não acreditou nessa versão e acionou a Polícia Militar.

No primeiro depoimento, o rapaz entrou em contradição e acabou confessando o crime. Depois de matar Paulo Roberto Vinhal a marretadas, ele levou o corpo até o viaduto do anel rodoviário, nas proximidades do Bairro Itamaracá.

Conforme o depoimento, ao chegar no viaduto, o rapaz resolveu colocar fogo nas próprias vestes que estavam com manchas de sangue e as chamas atingiram o corpo da vítima. O acusado continua preso provisoriamente na Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). Guilherme deve ser indiciado por latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.

Adriana Oliveira

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