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Polícia

Vítima de assassinato era corretor e respondia processo em liberdade

24 fevereiro 2012 - 09h12 Por Markito

Kátia Maria Cardoso, advogada de Andrey Galileu Cunha, de 31 anos, que foi assassinado ontem (23) na Rua Rio Grande do Sul, disse que a vítima respondia aos processos da Operação Xeque Mate, de 2007, e Operação Las Vegas, de 2009, em liberdade.

“Ele ficou alguns dias preso e foi liberado. Estava respondendo em liberdade como todos os envolvidos na Operação”, relatou a advogada ao MSREPÓRTER.

Kátia disse ainda que o acusado acabou sendo envolvido na Operação Las Vegas por ter sido indiciado na Xeque Mate. Cunha, além de responder processos por contravenção penal, falsidade ideológica e por porte ilegal de arma, tinha envolvimento com jogatinas, e conforme a polícia, ele já foi preso diversas vezes pelo seu envolvimento com jogos de azar.

A advogada desconhece qualquer fato que possa ter motivado o assassinato de Cunha. “A última vez que conversamos foi há uma semana. Ele veio ao meu escritório para conversar sobre corretagem agropecuária, que era o que ele estava fazendo. Não falou nada de ameaça”, conta.

A Polícia vai pedir a quebra do sigilo telefônico e bancário da vítima para ajudar nas investigações do crime. O caso está sendo investigado pelo delegado Wellington Oliveira. As imagens de câmeras que estavam próximas da região também serão analisadas.

A Polícia investiga ainda se houve testemunhas e qual a origem dos tablets encontrados no carro. O motorista do carro em que a vítima estava, Pedro Lauro de Castro Gonçalves, foi encaminhado para a Santa Casa, sem risco de vida e foi ouvido na manhã de hoje. A segurança no hospital foi reforçada, já que, segundo informações policiais, os assassinos de Cunha tentaram entrar no local.

O crime

Andrey Galileu Cunha foi assassinado na Rua Rio Grande do Sul, perto da Escola Adventista, no bairro Jardim dos Estados. Cunha morreu com um tiro na nuca. Ele estava no banco do passageiro de um veículo Siena, que estava sendo conduzido Pedro Lauro de Castro Gonçalves.

O motorista foi atingido na cabeça, mesmo assim, conseguiu sair do carro após o atentado, e acabou caindo na calçada da escola, onde foi socorrido.

Adriana Oliveira

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