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Polícia

Acusados de executarem ex-delegado são apresentados pela polícia

5 setembro 2013 - 07h33 Por Mariana Rodrigues

 Dois envolvidos no homícidio do ex-delegado Paulo Magalhães, foram apresentados nesta manhã (5) no Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), pelo delegado Alberto Vieira Rossi, titular do Garras e Edilson dos Santos, titular da Delegacia Especializada de Homicídios, responsáveis pelo caso. De acordo com o delegado Edilson, os executores de Paulo Magalhães foram identificados, sendo que existem provas da participação dos mesmos no crime “as provas foram apresentadas ao Poder Judiciário que decretou a prisão temporária dos envolvidos”, disse Santos.

De acordo com a polícia, são três os envolvidos no crime, o funcionário público José Moreira Freires, conhecido como Zézinho, 40 anos, que está preso juntamente com o vigilante Antônio Benites Cristaldo, 37 anos, e Rafael Leonardo dos Santos, 29 anos, que se encontra foragido. O inquérito, que ainda não está concluído, é válido por 30 dias podendo ser prorrogado por mais 30 dias, mas o delegado responsável espera resolver o caso até a próxima semana. “A participação dos três suspeitos já foi comprovada, eventuais mandantes ou se houver mais envolvidos no crime serão apuradas no curso da investigação”, relatou.

A polícia chegou até os acusados através de imagens de câmeras de segurança instaladas em estabelecimentos comerciais da região e imediações da casa da vítima onde aconteceu o crime e informações que chegaram até a delegacia sobre a autoria da execução, diante de todas as informações recebidas, os policiais chegaram até os acusados que estão presos. Para a prática do crime foi utilizada pelos suspeitos dois veículos, sendo uma moto Honda CB 300 vermelha e um Fiat Pálio preto. Porém a arma do crime e os veículos utilizados não foram encontrados.

Durante interrogatório, os acusados negaram a autoria do crime, o que acaba dificultando a investigação da polícia. Eles ficarão presos por 30 dias, sendo que esse prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias de prisão, ou pode ser requerida a prisão preventiva dos acusados, dependendo do resultado das investigações que estão em andamento.

Os acusados pela morte de delegado são considerados frios, conforme informação do delegado Rossi, ele disse ainda que Zézinho tem dois filhos pequenos. Se condenados pelo crime, eles poderão pegar de 12 a 30 anos de prisão por homicídio doloso.

Envolvidos

O delegado informou que Antônio Benites forneceu a moto e monitorou a vítima por cerca de 15 dias antes do crime, José Moreira atirou na vítima e Rafael estaria pilotando a motocicleta. Com o fato dos acusados permanecerem em silêncio no momento em que foram interrogados, a polícia ainda não sabe informar se Benites estaria também dirigindo o Fiat Pálio, que estava dando apoio no momento da execução e está desaparecido.

Em relação a um corpo encontrado na semana passada próximo ao lixão de Campo Grande, a policia não descarta a hipótese de ser o terceiro suspeito envolvido no caso, já foi solicitado exames periciais para que seja identificado o corpo, porém não há comprovação de que se trate de Rafael. A motocicleta teria sido adquirida um mês antes do crime.

O delegado disse ainda que os acusados podem ter envolvimento com outros crimes. “Não é descartada a possibilidade do envolvimento dos acusados em outros crimes, se houver, serão apurados futuramente”. De acordo com os delegados não foi oferecida delação premiada aos acusados, mas há a possibilidade da polícia oferecer esse benefício para os acusados, apenas Rafael, que está foragido tem passagem pela polícia, os outros dois envolvidos que estão presos não tem passagem.

Mandantes

As investigações devem revelar quem são os mandantes e outros envolvidos que o crime possa ter. Já foram feitos pedidos de afastamento de sigilo telefônico, fiscal e bancário dos acusados, que não podem ser divulgados por imposição legal.

 “Ainda é cedo para citar qualquer tipo de motivação para o crime, ou quem tenha sido os mandantes, mas é certo afirmar que trata-se de uma execução premeditada a pedido de alguém, pois os executores não eram conhecidos da vítima”, disse Santos

Em relação a possíveis cartas contendo diversas denúncias que a vítima teria deixado e que poderia ter sido o motivo pela execução, o delegado diz que não há informações sobre essas cartas. “O que tem são petições anexadas junto ao Poder Judiciário, são denúncias feitas regularmente via Poder judiciário”. Sobre possíveis ameaças que a vítima teria sofrido o delegado informou que não existe boletim de ocorrência de ameaça registrado pela vítima. Não é confirmado o valor pago pela execução.

Sobre o possível envolvimento de policiais no crime, Santos disse que “se houver envolvimento de policiais, serão indiciados como todo e qualquer cidadão”.

Crime

Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, foi morto em 25 de junho, em uma escola do bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande. Ele foi atingido por cinco disparos de pistola 9 milímetros, de uso restrito, quando parou em frente ao estabelecimento para pegar a filha. De acordo com o delegado Alberto Vieira Rossi, os criminosos efetuaram vários disparos contra o delegado.

A polícia pede ainda que se alguém souber do envolvimento dos acusados em outros crimes, ou tem informações sobre a participação deles no caso da morte de Magalhães que entre em contato através do 190. 

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