O Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) já conseguiu esclarecer o furto de noventa cabeças de gado ocorrido no último dia 21 de janeiro. O crime aconteceu na fazenda Novo Imbirussu, localizada no anel rodoviário, entre Campo Grande e Sidrolândia.
Após levantamentos da marca padrão do gado e da maneira de agir dos acusados do crime, os policiais civis constataram que os animais foram marcados a ferro e fogo com o número 33.
Segundo o delegado, Alberto Rossi, titular do Garras, foi descoberto pelos investigadores que em um assentamento próximo ao Indubrasil, certa quantidade de gado ficou presa em um curral coletivo durante alguns dias, sendo os animais comercializados por um desconhecido e levados por uma empresa de transporte.
Os policiais civis identificaram o corretor de gado que negociou o rebanho. Interrogado pelos policiais, ele informou que o comprador era um fazendeiro de Camapuã.
“Nós fomos até o município e conversamos com o dono da propriedade, que confirmou a compra de 90 reses com a marca 33 e disse ainda que muito provavelmente o gado pertencia a Orisvaldo Marinho da Silva, 46 anos, conhecido como “Maninho Canhoto”, que por sua vez acabou confessando o crime que ocorreu em um sábado”, diz o delegado.
De acordo com delegado, também foi acusado de praticar o crime, o jovem de 22 anos, Rafael Costa dos Santos, mais conhecido como “Borevi”, filho do capataz da fazenda da vítima.
Após o furto, Orisvaldo vendeu as reses, como sendo suas ao fazendeiro, por intermédio do corretor de gado e transportado pela empresa, explicou o delegado.
Habilidades
Para praticar o crime, “Maninho Canhoto” se aproveitou de suas habilidades com a lida de gado, já que é laçador profissional e disputa provas de laço comprido na Federação de Laço Comprido e no CLC (Circuito de Laço Comprido).
Segundo o delegado ele também se valeu do conhecimento de Rafael, que como o pai foi funcionário da fazenda Novo Imbirussu.
Das 90 reses furtadas, 16 foram recuperadas em Camapuã. Três pessoas apontadas como autoras do furto estão sendo indiciadas por furto qualificado, falsidade ideológica e furto qualificado pelo concurso de pessoas.
A Polícia Civil apura se o bando praticou outros furtos de gado e investiga cúmplices que possam estar envolvidos nos crimes.
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